098 Boa comó milho!


Num instante, passei do tesão ao embaraço e logo a seguir ao medo, nem a cara de satisfação da Pita me animava. A Bruxa continuava com as mãos em cima dela, a apalpar por todo lado do rabo ao pito, e por ai a cima até às têtas, e aos mamilos que de tantos apertos e chupões estavam grossos, tesudos, e de uma cor rosada como eu nunca tinha visto tal. Com certeza a Vidente teria adivinhado que eu tinha fodido a Aleivosa antes de ali chegar-mos, e a vergonha deveria ver-se na minha cara porque ela não parava de olhar para mim. Com a grande desvantagem de por mais que eu olhasse para ela não lhe via sequer a verruga de bruxa na ponta do nariz.
Tremi de terror quando a Feiticeira voltou a enfiar os dedos pela cona toda melada da Prenha acima, se fosse para lhe fazer o desmanche ela não chupava os dedos sempre que os tirava lá de dentro, ainda por cima aquilo devia saber a esporra, à minha esporra!
Nisto sem dizer nada ela deu duas palmadinhas na coxa da cliente, e sem dizer nada, só com gestos deu a entender que se vestisse. Acabou-se o espectáculo.
A Bruxa apagou o candeeiro, e levantou-se. Voltou a semi-obscuridade. Voltaram os murmúrios, as rezas. Pelo barulho, dava a entender que a maga andava a mexer na lareira a atiçar o lume. Nisto houve fumo no ar e um aroma intenso inundou a divisão. Talvez alecrim, talvez incenso ou algo do gênero, como aquela coisa se usa no sábado aleluia, aprecia um cheiro desse tipo, mas bem forte. As rezas e as mezinhas continuavam atrás de nós, e a minha cabeça não parecia estar a reagir muito bem àquilo, sentia-me a ficar zonzo, orado, ou algo assim. Estava mesmo a ficar com uma grande moca.
Sem contar, senti as mãos da Benzedeira nos meus ombros, tremi de susto, e ela passou as mãos pela minha boca. Era para ficar calado, e fiquei. Puxou-me para cima, era para me levantar, levantei-me. Agarrou-me nos braços e eu fiz exatamente como ela queria, segui até uma porta que eu não tinha visto por estar por trás de uma cortina. Tudo feito pela calada, com as duas putas a ficarem ali meias perdidas, por certo nem se aperceberam que saímos da sala.
Quando entramos na outra divisão, ela acendeu a luz e fez sinal para que eu me sentasse num pequeno divã, aos poucos a minha cabeça parecia estar a recuperar a consciência, e vi a Macumbante a ligar um rádio de fitas, que pelo que percebi fazia com que os murmúrios e as rezas voltassem a ecoar pelo consultório da Diaba Negra.
Há medida que as tonturas iam desaparecendo e eu ia tomando consciência, comecei a ficar com medo do que a Bruxa me podia fazer. A Feiticeira deve ter percebido isso, e foi falando para me sossegar. Fiquei ainda mais confuso. Ainda não conseguia assimilar aquilo direito, mas a voz da mulher não era a mesma… de onde antes saia uma voz rouca e cavernosa eu agora ouvia uma voz límpida e meiga. Dizia-me que as duas senhoras estavam bem e que depois do defumadouro de ganza iam ficar a sentir-se muito melhor..., que só iam ficar um pouco pedradas.
Algo estava errado, concentrei-me no rosto da velha, agora a luz era boa e eu podia ver à vontade. Ela parecia agradada com a minha surpresa, e sem tirar os olhos de mim foi tirando o lenço preto que trazia preso à cabeça. Quando terminou sacudiu os longos cabelos claros e esboçou largo um sorriso de orelha a orelha.
A Puta não era uma velha, era nova… ainda tentei dizer alguma coisa mas fiquei sem fala. A Adivinha adivinhou, não fosse ela uma Adivihadora, e perguntou-me se eu estava à espera de encontrar ali uma velha caquética de pele enrugada pelo na benta e com uma verruga na ponta do nariz. Abanei a cabeça em sinal de concordância.
Estava completamente mudo não me saía uma única palavra da boca. E mais espantado fiquei enquanto ela se livrava da longa capa negra que a cobria e deixava à vista um volume de seios que embora não fosse muito grande, estava bem pronunciado por uma camisola preta bem justa a esculpir o corpo magro. Se isto me deixava animado ainda mais fiquei quando pus a vista em cima da parte de baixo. Nunca tinha visto nada assim ao vivo, só na televisão e em revistas. Ela usava uma saia preta (era tudo negro) de pregas pequeníssima, um bom bocado acima do joelho, e umas coxas que embora não fossem muito grossas eram branquinhas e lisinhas.
A Maga era magra e toda boa comó o milho!

Sem comentários:

Enviar um comentário