097 Xuxa Bruxa, Xuxa!


A casa da bruxa era terrea, não seria grande, talvez fosse caiada mas àquela hora e com aquela luz… todos os gatos são pardos, estava rodeada de um jardim ou de uma horta, ou de uma mistela das duas, ficava no meio da povoação mas não havia outras casas perto. Tinha um muro baixo da parte da frente, mas não tinha portão, ou por ventura estaria aberto, e foi ali que o taxi parou, e lá fomos por um carreiro de terra fora, os três em filinha a minha mãe na frente, eu atrás, e no meio a pouco virtuosa pita.
    O medo do desconhecido enregelava-me os ossos, nunca senti tanto frio na vida, era noite escura, foram poucos os metros que percorremos sombriamente em direcção à luz da porta, mas pareceu um quilometro. Esperamos uma eternidade, mas pode ter sido apenas um instante. Finalmente mais medo, ou seria mesmo terror, a luz apagou-se, a porta abrui-se, ouviram-se umas boas noites cavernosas e entramos aos tropeções, eu falhei o degrau e quase me estantelava no chão.
    A sala estava envolta numa profunda penumbra, a pouca luz provinha de umas quantas velas espalhadas, e na lareira brilhavam algumas brasas, a velha era boa na adivinhação, já tinha três cadeiras prontas à certa para nós. Não me lembro de nos ter sido indicado mas sentamo-nos, e esperamos.
A vidente andava para trás e para a frente atrás de nós, não via-mos o que fazia, nenhum se atreveu a virar a cabeça, aquilo até parecia mais sério que estar na missa, se a galinha não rezava parecia, ouvia-se um murmurinho constante, que até fazia arrepiar a espinha.
Quando a aquele vulto coberto de negro dos pés à cabeça passou para a nossa frente, apercebi-me de algo que me surpreendeu, a mesa que estava na nossa frente não era redonda com pé de galo, era uma secretária grande como as dos médicos, e sem nada em cima. Ela sentou-se, acendeu um candeeiro com a lampada exposta atrás dela que lhe encobria o rosto, podiamos estar a olhar para uma caveira que não dávamos por ela. Era um cenário bem montado.
A necromante começou a falar, tinha uma voz rouca e compassada, a minha mãe foi respondendo e disse ao que vinha-mos, dava para perceber na voz que devia estar borrada de medo. Quando a minha mãezinha se calou, a adivinha apontou para a pita e vaticinou “com que então andaste a pôr os cornos ao teu marido” foi como uma faca que se espetou no meu peito, a bruxa adivinhava, a pita ainda tentou dizer qualquer coisa, mas as palavras não saíram e ela continuou a desvendar “com o manso longe, meteste outro homem na cama, para te consolar a cona, e está aí o resultado”. A pita de cabeça começou a chorar e a soluçar compulsivamente, a minha mãe foi em seu auxilio, e ouviu de uma um cento.
A macumbeira com voz autoritária disse à aleivosa que se comportasse, o que está feito, está feito, agora era preciso ver se se consegue resolver, e para isso disse que lhe tinha de ver o corpo, e com um, “não tens vergonha pois não?”, mandou-a tirar a roupa toda. Ela saltou da cadeira num pulo e nem exitou começou logo pela saia.
A bruxa abeirou-se dela e começou a olhar para ela, até parecia um homem a tirar as medidas a uma garina bem feita, na verdade ela é um molherão e peras. Perante aquele espectáculo a minha mente cabeça passou num instante do medo, ao tesão, a Pita ali assim nuinha, com a mejera a passar-lhe as mãos pelo corpo todo, de baixo para cima das ancas às coxas, de fora para dentro, puxou-lhe pelos pintelhos, acariciou o ventre, e subiu às têtas, apalpou bem uma a uma, e até assobiou quando chegou aos mamilos, deve ter gostado tanto que até chupou longamente um deles, nem admira eles assim tesos ficam quase tão grandes com chupetas. Eu já sentia a piça a babar-se. A aleivosa tremia toda, e não seria de frio. A feiticeira continuou, voltou à barriga e demorou-se com a mão lá quieta e concentrada como se estivesse a sentir o interior do útero.
Quando terminou, foi descendo com a mão outra vez em direção ao vale da perdição, passou pelos pintelhos, pôs as mãos no meio das pernas e a puta fez-lhe a vontade arqueou as pernas e ela espetou dois dedos juntos pelo pito da cadela acima. Esfregou e coçou um pouco a vulva e quando tirou a mão, cheirou os dedos, levou-os à boca, chupou-os, xuxou-os, e enquanto os saboreava pôs-se a olhar de lado para mim.

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