090 A Sala Vermelha da Dor

A velha emporrou-me quase à força para o gabinete do director da escola, a sala estava vazia, mas mesmo assim não fiquei aliviado, ela foi directa à secretária dele, abriu uma gaveta, e começou a remexer lá dentro. Debaixo de uns cadernos ou livros, tirou uma palmatória, e continuou a remexer, eu estava aterrorizado, até já me doía o rabo só de pensar em apanhar umas reguadas.

Por fim ela deu uma exclamação de alivio, tirou uma chave da gaveta, passou por mim, de andar roliço, e com as curvas todas a abanar do busto ao rabo, estampado na cara um enorme sorriso nos lábios a encher o rosto rechonchudo e redondo. Foi até à porta e usou a chave que tinha encontrado para trancar a porta. “Ele não vem hoje, agora estamos à vontade.” Eu quase desfaleci e sentei-me no sofá para recuperar, contudo não sabia se me podia sentir aliviado e apalpar-lhe o cu, ou enterrar-me pelo estofo a dentro.
Era uma tortura, aquela sala vermelha metia-me confusão, era chamada: a sala do castigo.

Ela voltou a pegar na régua, e o meu coração voltou a tremer, ela ia guarda-la na gaveta mas deve ter sentido a minha inquietação e sentou-se ao meu lado a dar palmadinhas com a régua na mão. A cada caricia da férula na mão dela, eu dava um pulinho por dentro. Ela perguntou-me se eu não gostava do que ela estava a fazer. Era uma pergunta retorica, ela já sabia a resposta, aquilo incomodava-me muito, eu só apanhei duas ou três vezes, mas tinha ficado sempre com a mão a arder e dorida por muito tempo. A fedelha reconheceu que já tinha apanhado muitas, muitas vezes, deu uma risadinha, fez menção de me acertar com ela na mão que estava fechada e que automaticamente se retraiu, mas deu de leve na minha perna, e chegou-se a mim a rir-se. Eu fiquei mais à vontade, mas mesmo assim não percebia o que estavamos ali a fazer.

Entretanto levantou-se e ficou de frente para mim, com o rabo encostado à secretária do mestre, e foi desabotoando um por um os botões da farda, a bata que trazia abotoada até ao pescoço e que terminava logo abaixo do joelho. Não era uma vestimenta sexy, mas deixava antever que a fulana ainda estava ali para as curvas.

Nisto ela ia falando, e confessou que encontrar a palmatória ali guardada na gaveta lhe trouxe à lembrança as memórias de miúda quando muitas vezes ali esteve, no castigo. Disse que a primeira vez que ali tinha estado tinha sido por ter chamado um nome feio a uma filhinha de papá de nariz empinado. Na altura o director já era o actual, deu-lhe numa e noutra mão só uma vez. De cada vez perguntou se estava arrependida, ela já se sentia bem senhora do seu nariz e disse que não, ele passou-lhe um sermão àcerca da boa educação e dos bons modos e no fim voltou a perguntar-lhe se ela tinha entendio, e se mudava de ideias, mas ela casmurra, voltou a dizer que não.

Eu estava a engolir em seco com aquilo, e até me sentia a suar, mas até nem estava assim tanto calor, mas que aquela rameira era quente era, já tinha desapertado os botões da bata quase todos até à cintura, e para meu espanto, não usava nada por baixo. Quer dizer, estava só de soutien, e que pára mamas! Robusto, bem robusto para segurar aqueles grandes melões, branco, rendado, a deixar transparecer o castanho gostoso das aureolas e deixava adivinhar uns grossos mamilos. A minha atenção estava agora toda nela e naquela pele branca e de aspecto macio ali à minha frente, mesmo à mão de semear. Eu estava entusiasmado com o que estava à mostra, mas queria mais, o meu tesão estava de volta.

Ela esqueceu os botões e voltou a pegar na régua agora prestava atenção ao relevo dos buracos feitos na tábua, o dedo dela percorria as nervuras da madeira gasta e os rebordos da punidora. A vaca parecia ausente e com os olhos perdidos algures, e assim ficou durante algum tempo, como que a juntar ideias. Nisto suspirou e aquele peito inchado ficou ainda mais majestoso, e  voltou a falar. Disse que o objectivo de me ter levado até ali não era aquele, que queria era saber a historia da puta da nossa vizinha bêbeda toda, e que me ia dar um premio por isso. Mas quando encontrou a régua no fundo da gaveta foram regressando à memória todas as sevicias pelas quais o aquele Senhor a havia feito passar. “principalmente aquela primeira vez”, e que nunca tinha tido coragem para desabafar com ninguém. As lagrimas vieram-lhe aos olhos.

Eu já não lhe olhava para a cara, a régua estava outra vez pousada e ela continuou a desabotoar-se, estava de cuecas, eram brancas e rendadas faziam conjunto com o sutiã, e revelavam uma farta pintelheira negra, mais abaixo bem encaixados entre as pernas, dois salientes papos de cona, com o tecido da calcinha entalado na greta. Quando a bata se abriu completamente de par em par aquelas coxas revelaram tudo aquilo que a minha mão já tinha tinha apalpado. O meu corpo fervia de vontade e tesão por aquele corpo majestoso.

Quando acabou, fungou e voltou a falar, disse que o professor ficou furioso com a irreverência dela e pregou, injuriou-a, chamou-lhe muitos nomes feios, até ficar vermelho de raiva, mas não a vergou. Nisto, saltou da cadeira agarrou-lhe por por um braço até lhe cravar as unhas na carne, sentou-se naquele mesmo sofá, e atirou-a de brucos para cima do colo dele. E a carga de porrada continuou, começou a molestá-la no cu. De cada vez que ele lhe acertava com a tira de madeira ela estremecia de dor. A cada vergastada a dor era maior, ela chorava copiosamente. Bateu-lhe com a madeira no rabo até a palmatória lhe saltar da mão e ir embater ruidosamente na parede da sala.

Os pais souberam do que se passou mas só até aqui, e mesmo depois de verem a pobre filha coberta de nodoas negras, e terem chorado mais que ela para a curar, nunca apresentaram queixa, uma família pobre é assim tem vergonha, de ser humilde. Contudo, a miúda nunca lhes contou a historia toda, nem a eles nem a ninguém, estava destinada a acompanhá-la para a cova porque nem nos ouvidos do padre na confissão ela confiou.

Até hoje! Em que ela me revelou, as Cinquenta Sombras do Director, e as suas desventuras dominadoras na Sala Vermelha da Dor.

Depois de ter perdido a régua o cabrão, continuou ele continuou a bater, dando-lhe acoites na bunda com a mão, mas foram poucos, porque logo, perdeu a vontade, e levantou-lhe a saia de prégas. De seguida ela só sentiu a mão dele a esfregar-lhe as náguedas e as coxas. Era uma sensação de alivio, toda aquela zona fervilhava e deveria estar completamente vermelha. Até chegou a pensar que fosse compaixão do homem que tanto lhe bateu, mas essa ideia de arrependimento durou pouco.
 A ilusão acabou assim que ele lhe começou a baixar as cuecas.

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