083 Tirar o atraso à madama e esvaziar os colhões

Voltei para casa a correr e consegui chegar ao mesmo tempo que o meu pai. Tinha ouvido o camião ao longe, o motor a roncar, as mudanças a engrenar, curva após curva, travão, acelerador, embraiagem, caixa, buzinadela… corri, saltei o ribeiro, e a sebe por trás da casa da vizinha, atirei-me de cima da leira, e mal o camião parou e o travão fez a ultima descarga de ar, lá estava eu a abrir-lhe a porta. O homem estava uma lástima, roupa imunda, barba de três dias, e olhos encovados, um aspecto miserável. Tinha chegado da Alsácia cá em menos de dia e meio, pediram-lhe muito para vir “a correr” a carga era urgente, e esboçou o primeiro sorriso, enquanto pousava a malga da sopa, tinham-lhe dado uma gorjeta de cinco contos. Agora até já parecia outro depois de um bom banho e uma refeição leve, fumava mais um cigarro enquanto a minha mãe lhe contava as ultimas novidades, cusquices como ele gostava de lhe chamar, quando soube do que sucedera à aleivosa da cunhada da prima, ele nem fez caso.

“À puta que a pariu!”, foi a única coisa que disse, e logo de seguida mandou a patroa apressar-se com a loiça, e que eu fosse acomodar o gado que já se fazia tarde, que é como quem diz, despachem-se que eu quero é ir para a cama tirar o atraso à madama e esvaziar os colhões.

Dito e feito, ele devia estar mesmo desesperado, não admira, a vir assim tão depressa nem deve ter tido tempo para parar na casa da luz vermelha em Valladolid, foi mais esse que poupou, pelo menos umas quinhentas pesetas, dizem que lá as putas são caras.

Ainda andava eu a desfazer-lhe os sacos à procura do costume, de alguma revista porno nova ou de um maço de tabaco esquecido, quando ouço discussão e berros vindos do quarto. Fui logo ver o que se passava. Ele estava de rastos e se calhar nem queria nada, ou até queria, mas estava de tal forma que nem conseguia por a pila de pé, e ela estava toda empertigada porque estava com o pito aos saltos, basicamente devia de andar por aí. Contudo ela, mulher, não queria querer que fosse só cansaço, e estava a acusá-lo de ter andado a mijar fora do penico, por isso é que chegou a casa sem fome para lhe “comer o pito”.

Dito isto, deitou-se de costas para ele, e apagou a luz do candeeiro, eu voltei para o meu quarto pela janela, dava muito jeito aquela folga na cortina, assim de noite podia sempre assistir a tudo, melhor que no cinema, se bem que desta vez a cena fodeu-se e não deu foda. Eu aproveitei a embalagem e também fui dormir.

Estava ainda no primeiro sono, ou por aí muito ensonado, quando me senti empurrado na cama. Ainda bêbado de sono, ia perguntar qualquer coisa como, “o que se passa”, quando ela me tapou a boca, e sussurrou ao meu ouvido, “estou desesperada”. A minha mão saiu logo disparada ao meio das coxas dela, aquela cona de pinhtelhos aparadinhos é um mimo, meti um dedo na greta, estava macia e humida, subi mais um pocado escorregando pelo ventre acima até lhe encontrar as mamas. Estava a precisar daquilo, e queria experimentar chupar até sair leite, aqueles bicos estavam grossos e duros, subi-lhe a camisa de dormir até conseguir enfiar a cabeça e chegar com a boca a um dos mamilos. Era o desespero, o meu que chupava avidamente, e o dela que me agarrava com força bem colado ao corpo dela, lá em baixo a minha piça crescia, precisava de entrar em ação.

“Muda”, pediu ela num gemido baixinho, ainda não tinha saído leitinho, mas eu fui mamar na outra, umas têtas grandes como aquelas tinham de dar muito leite. Eu tinha dado tudo para acender a luz e lhe ver aquele corpo todo bom ali assim à minha mercê, mas, nem sabia bem como tudo estava a acontecer, era um risco ela vir assim ao meu quarto no meio da noite, ainda por cima com o meu pai em casa, será que ao menos ela tinha fechado a porta, e se ele acordasse, mas estes meus receios duraram pouco, o que eu queria mesmo naquele momento era chupar. E chupei, cada vez com mais força, até ela me arrancar a boca da chucha puxando-me pelas orelhas… e não saiu leitinho, mas foi muito bom.
 

Senti naquele momento o meu coração pesado, dos confins das minhas lembranças de infância, não sei porquê, acordou um segredo só meu e há muito esquecido. Uma coisa que nada tem a ver com remorsos, daquele que poderia sentir por andar a comer a cona à própria progenitora. Uma coisa esquecida, de outros tempos em que eu ainda não entendia as coisas como agora. Parece que naquele momento tudo parou, estava eu ali prontinho para molhar o bico na boceta da minha mãe e fico assim por um instante atormentado por um problema de consciência. Esta duvida que eu carrego desde miúdo, depois de ter escutado mais uma, de tantas, conversas atrás da porta, que parece chegou a hora de esclarecer, mas o momento não é agora… que se foda, vou mas é montá-la.

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