082 Fodeu-a, esporrou-a e fez-lhe um filho.

O preto, estava ali à minha frente, branco como a cal, acabou por confessar que queria ter alterado a historia um bocado porque se envergonhava de como tudo tinha acontecido, mas não conseguiu mentir. Era mau de mais, mesmo depois de já ter ido à inspeção, e de lá ter ganho a invejável acunha de preto, quando na fila do exame médico o doutor o batizou de pila de preto em alusão ao tamanho do membro, e de se ter andado por aí a gabar-se a meio mundo de já ter entalado o escroto na virilha, e quiçá senhor de uma boa direita por milhentas punhetas bem batidas e esporradas, este gajo ainda era virgem da silva. Custa a querer mas devia ser verdade.
Pelos vistos, que eu agora até já desconfio de (quase) tudo, disse-me ele, que depois não custou nada, que ela lhe agarrou no pau teso e esfregou a cabeça da pica no meio das beiças da cona até ela ficar bem untada, e que até foi fácil, foi só empurrar para dentro e que só sentiu uma dorzita. Ou melhor não foi nada assim, mas ele acabou por não me contar a verdade.
Contudo deixemos os entretantos e passemos aos finalmentes, à segunda ou terceira tentativa ele lá conseguiu consumar a cópula com a madrinha, que é como quem diz fodeu-a, esporrou-a e fez-lhe um filho, ou melhor uma linda filhinha, que é como quem diz uma rica afilhada pois então. Embora não se deva tomar como dado assente que foi à primeira que a engravidou, porque depois de lhe apanhar o jeito (diz que) aquilo foi um ver se te avias, foi foder até ficar com bolhas nos joelhos, bem e disso ficou prova visível.
Na manhã seguinte ao primeiro coito, o amigo acorda sozinho na cama dela, a lembrar-se vagamente de que ainda há pouco tempo lhe tinha estado a dar cacete. Mas com a estranha sensação de que alguma coisa estava mal. E se o marido dela chegasse e o visse ali?!
Foi imediatamente varrido por uma enorme aflição que o fez saltar da cama, ainda por cima chamou e procurou pela madrinha mas… ela não estava em casa, o que o fez ficar ainda mais aflito. Foi à casa de banho e lavou-se por baixo para apagar os vestígios do crime, depois olhou para o relógio e como ainda era cedo, vestiu o pijama e foi deitar-se na cama dele que ainda estava feita, para disfarçar a coisa.
Ela regressou a casa pouco depois, anunciando a sua chegada como da primavera se tratasse, cantarolava A Desfolhada, estava radiante. Foi ter com ele ao quarto, e até pareceu nem estranhar que ele estivesse de volta ao quarto dele. Estava eufórica. Tinha ido à missa das seis, ele nem sequer fazia ideia que havia uma missa assim tão cedo. Precisava de falar com o padre, tinha de esclarecer com ele aquela questão delicada do Salazar ter caído da cadeira. Enquanto lhe ia falando dessas coisas, e dizendo que já sabia o que é que tinha de perguntar ao marido quando ele ligasse outra vez, foi abrindo a cama, e pondo a mão por baixo da roupa até encontrar o pau. Estava murcho, mas ela pareceu não fazer questão. Não se calou nem um segundo, ia dizendo que era o fim, que agora era de vez, que a ditadura ia acabar, e foi desapertando a blusa até ficar com o soutien à mostra, e então a dita ficou dura mesmo. Nisto ela desapertou um botão na frente do para mamas e saltaram de imediato aquelas duas enormes têtas por ali fora. Quase que ele apanhava com elas nas trombas, era bom era, ficava logo a chopar naqueles mamilos grossos que era um mimo, era até sair leite.
A madrinha estava imparável, baixou-lhe as calças de pijama e sentiu o pulso ao bastão, estava no ponto. Saltou para cima dele ainda com a saia vestida, escachou-se, e ele sentiu-lhe as coxas frias a acomodarem-se em cima da ferramenta quente. Ela foi-se posicionando e ele foi sentindo os pêlos da rata a roçarem na glande, a puta andava sem cuecas. Ela estava imparável, e ia traulitando “corpo de linho, lábios de mosto”, enquanto se contorcia toda e fazia encaixar a a tocha ardente na entrada da caverna fresca.
E ficou ali assim só a mexer-se devagarinho como que a saborear. Finalmente estava calada, da boca dela só saía um enorme sorriso rasgado. Se ele pudesse ter visto a raxa naquele momento tinha notado sorria da mesma maneira para o falo. Nisto ela voltou à melodia, “meu corpo lindo, meu fogo posto”, e não havia a menor duvida, era mesmo... nisto deixou-se cair enterrando a piça pela cona adentro, enquanto gritava a plenos pulmões “quem faz um filho, fá-lo por gosto”.

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