080 Ora Foda-se!

Ora Foda-se! Grande cagarolas me saiu aquele malandro, pelos vistos só lhe faltou mijar-se e borrar-se todo ali. Então, ele, tentou fugir do quarto, foi bater com as costas na comoda e deixou cair a toalha ao chão. Pior sinal de rendição, foi ele ter posto as mãos na frente da pilinha murcha.
Valeu ao “menino” a fome da marinha, que saltou logo da cama para o acalmar. Abraçou-o e afagou-lhe as costas e a cabeça… ele não mo disse mas se calhar até chorou.  
Nisto ela lá o convenceu a deitar-se na cama, assim nuinho conforme veio ao mundo, nada de novo para a sua ex-ama de leite, farta de lhe mudar as fraldas e de lhe mexer na pilinha, isto quando ela era bem mais pequenina, mas mesmo assim era um bebé com uma pila de respeito. Ela para ficar de igual para igual com ele, cruzou os braços na frente do corpo, foi puxando aos poucos pela camisa de dormir até ficar com as coxas nuas e conseguir agarrar na na bainha com ambas as mãos, e puxou-a para cima.
O tecido foi deslizando pelo corpo fora deixando a pele nua à vista, as albas e grossas coxas, o triangulo de Vênus, meio escondido meio à mostra, esculpido e trabalhado em finos pelos negros. O ventre coroado pelo pequeníssimo buraco do umbigo. E continuou a erguer os braços puxando tecido, até lhe tapar a cabeça e começar a desvendar os seus generosos seios, que aos poucos e poucos iam subido ficando assim totalmente empinados. Os mamilos grandes, grossos, e muito erectos coroados por umas singelas aureolas rosa escuro faziam adivinhar que mais abaixo haveria um vulcão aberto a arder de tesão.
Um tremor de excitação percorreu por um momento o corpo do Preto, algures entre o embaraço da madrinha que se tentava desembaraçar dos botões do decote da camisa, até que a atirou ao chão sem dó nem piedade. Aquele breve instante, em que ela ficou cega pelo tecido da camisa e ele por um segundo se sentiu longe dos olhares dela, a vergonha se transformou-se em calor, o seu corpo relaxou, e o menino sentiu-se cada vez mais rapaz.
E finalmente os seus sentidos fizeram-no perceber o homem que era, quando ela se deitou ao seu lado na cama e ficaram ambos cobertos pelos mesmos lençóis.

Para ele aquela não ia ser a primeira experiência com uma mulher, na altura ele já fumava e já tinha ido às putas, uma vez. Até àquele dia, ele considerava-se um homem feito. Bem, até aquele dia, porque só ali tomou a consciência de que se calhar nem era tanto assim e tinha chegado a altura de dar o salto. Uma coisa era ter pago quinhentos paus por um serviço mal feito.
Fodeu, ou melhor, fodeu-se, numa rameira que atrás dum pinheiro no meio do mato se empinou para lhe dar o pito Ele nem sequer chegou a perceber se tinha espetado a piroca na mata, se a tinha enfiado em algum buraco, ou coisa alguma. Lembra-se perfeitamente da velha, uma mulher da vida, ter subido a saia até à cintura, baixado as cuecas para o meio das coxas, depois virou-lhe o rabo, empinou-se com os as mãos apoiadas num pinheiro e ele apontou a piça tesa ao meio das pernas abaixo do olho do cu, e pouco depois estava todo esporrado, sem sequer lhe ter visto a cona, sem sequer lhe ter visto as têtas, sem sequer lhe ter tocado, a não ser com a ponta da gaita, e sabe-se lá onde.
Lembra-se perfeitamente, e há-de recordar-se para o resto da vida, do arraial de porrada que o pai lhe deu quando descobriu que ele o tinha roubado, pior, teve de confessar para que tinha sido aquele dinheiro todo, e o velho ficou possesso, quando descobriu que o filho tinha ido à mesma puta que o pai costumava ir, e que ela lhe tinha levado muito mais caro.
Lembro-me perfeitamente, de nessa altura ele ter andado bastante tempo sem jogar à bola connosco, pudera, diz ele que apanhou uma carga de porrada de caixão à cova, e que teve de dormir quase um mês de rabo para o ar por causa das dores e das verrugas do cinto que ficaram marcadas nas costas.
Lembramo-nos perfeitamente, de ele um dia ter aparecido no café de papo feito, a gabar-se, que tinha ido às meninas, e que aquilo é que era bom, e de cigarro nas beiças, entre em café e um bagaço ia-se gabando dos seus feitos de macho latino, que aquilo tinha sido um forrobodó numa casa de primeira, uma putinha quase a estriar, com umas mamas que era uma delicia, de cona lambida, greta apertadinha, e que a tinha deixado a escorrer duas vezes sem tirar fora.

Mas agora era diferente, ele estava ali com uma mulher de verdade, para fazer tudo de verdade, para fazer tudo como devia ser. Sentia o o tesão a chegar, a pila a crescer, a erguer-se no seu mastro e a transformar-se em piça.
As palavras dela eram meigas, simples incentivos, que acompanhavam os carinhos que as mãos dela iam descrevendo na sua face.
Não havia ali nada de mal, fazia ela perceber.
Ela era uma mulher casada, mas o marido estava longe, a trabalhar na capital, para sustentar a casa.
Ela era uma mulher carente, como todas as mulheres, que precisam de apanhar no pito todos os dias para se sentirem bem.
Ela queria mais, queria que a piça dele ficasse bem tesa para poderem fazer amor juntos, ali na cama de casal, ela queria por os cornos ao marido, queria que ele o seu bebé adotivo, o seu afilhado, o seu menino das alianças, se tornasse no seu amante, a montasse, a esporrasse, e lhe fizesse um filho.

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