077 A gemer e a foder...

No fim de jantar comeram a meias uma laranja sentados na soleira da porta, ela descascava e dava-lhe os gomos à boca, ele só queria era que ela se descascasse toda, e já não faltava tudo. Ao fundo, atrás dos montes o pôr-do-sol abrilhantava a cena, e emprestava ao casal um ar de namoro encantado. De tão juntinhos que estavam, ele quase conseguia sentir a respiração dela que lhe elevava o peito e fazia sobressair ainda mais os peitos, sempre que ela inspirava mais fundo, ele não se poupava em rodeios e aproveitava para dar uma espreitadela ao decote, e deliciar-se com aquela paisagem acidentada.
E o braço maroto, sempre aquele bracinho maroto, assim como quem não quer a coisa, a roçar de lado nas mamas, e a mão, essa mãozinha tonta, a passar despercebida na perna...
Transforma-se o admirador na cousa admirada, porque ela estava admirada.
Como ele estava crescido.
Como ele estava bonito.
Como ele parecia um homem feito.
Passou o tempo todo a gaba-lo, e ele todo contente, lá ia passado o rabo do olho que agora descia mais um pouco até à racha... da bata, que se abria e mostrava um bom bocado de coxa nua, quase, quase até à racha... da cona. A sua mente ia divagando entre os piropos da madrinha e os pensamentos que lhe assaltavam a cabeça, aquele corpo quente ali mesmo ao lado, aquela mulher era todo fogo, e ele começava a arder de tesão, a imaginar aquele pedaço de mau caminho ali juntinho, bem pertinho, tapado só pelo tecido fino da bata.
Aqueles peitos sem soutien, com dois enormes bicos a transparecer, e aquelas coxas grossas, a pele branca a palpitar, mesmo à espera de serem agarradas, com uma mão, seguradas com duas mãos, apalpadas, do joelho para cima, de fora para dentro, de baixo para cima, bem para cima, entre as pernas, até ao entre pernas, até descobrir o segredo.
Bem ali no centro das atenções, no meio das pernas, onde toda a mulher se encontra, onde todo o homem se perde, estavam as duvidas que lhe assaltavam a mente…
Será que está de cuecas.
Será que anda com o pito a arejar.
Será que tem uma grossa pintelheira.
será que tem umas beicinhas delicadas.

Ele parecia estar alucinado, tínhamos perdido completamente a noção do tempo, estávamos no sótão do palheiro da vizinha, e já nem sequer interessava aquilo que nos tinha levado até ali, o que queríamos fazer estava (quase) feito. Aquela ideia “romântica” de nos armarmos em cagões, como o ladrão que volta ao local do crime, nós estávamos ali para nos vingarmos do Ti Coisinho (o tratorista) e da minha vizinha, que armada em prostituta que lhe andava a pagar com o corpo.
Mas, voltando ao cerne desta questão, o que agora interessa é o resto da historia, e o Preto falava, perdido a imaginar, ou encontrado a desabafar.
Caralho! Assim não vamos a lado nenhum. Chamei eu à atenção, afinal o que eu queria saber era se ele tinha feito alguma coisa com ela ou não, se a tinha montado. Mas ele não estava pelos ajustes, se eu queria saber o tal segredo, tinha de saber esperar, e saber escutar.

E, pelos vistos, também lhe aconteceu igual naquele fim de tarde, ela deu por ele de cabeça perdida, ele estava longe, ou melhor perto de mais. Chamou-o à atenção, só que não foi com caralhadas, que ela não é uma filha da puta qualquer. Foi assim com coisas que só os que só os amantes entendem,
Uma lapadinha.
Uns miminhos.
Uma palavra mais doce.
Uns risinhos idiotas.

Nisto, ela disse que se ia arranjar... como? assim, com o sol ainda a despedir-se, num vermelho de fogo ardente, ia assim já para a cama?, tão cedo?, deitar-se com as galinhas? Pois, porque é preciso aproveitar enquanto a noite ainda é uma criança. Então, deu-lhe um beijinho na testa e foi-se.
Ela levantou-se, e ele viu. Sim, ele viu, jura, pelos olhos que a terra há de comer. Viu, um bocadinho da mata negra, uns pelinhos pretos, uns pintelhos, algures entre a barriga da coxa e o triangulo da perdição.
Ele ficou no mesmo sitio, virou-se um pouco, e ficou a vê-la caminhar casa dentro, a admirar-lhe a traseira. Pés descalços, músculos soltos, e aquelas coxas grossas (um sonho), a sustentar aquele rabo, duas nádegas perfeitas, a bambolear acima e abaixo ao sabor dos paçinhos de princesa.
Agora, tudo ardia. Agora, tudo era força. Agora, era a valer, agarrar aquele corpo, apalpar aquele cu todo, aquele grande cagueiro, sentir o que é bom. Encher as mãos com aqueles peitos, sentir os mamilos tremer nas pontas dos dedos. Descer a mão por entre a roupa, sentir a pele macia do ventre e procurar o tesouro. Não! Não a deixar reagir. Não! Não, a deixar escapar, encostá-la à parede, levantar-lhe a bata, passar a mão entre as pernas, sentir a cona a rever. Ela não quer, mas não há volta a trás. Agora é tarde de mais, sua provocadora! Uma mão a agarrá-la pelos cabelos, a forçá-la a vergar-se um pouco, assim a empinar o cu. A outra mão a agarrar na piça, tesa que nem um virote, e espetá-la, assim de uma vez só, pela cona acima, sem dó nem piedade. 
A gemer e a foder...
Nos breves instantes em que ele comeu a madrinha com os olhos, ali assim, ainda sentado no mesmo sito, a sonhar acordado o afilhadinho querido, sentiu-se molhado. Não precisava que lhe trocassem a fralda, o nosso menino das alianças está crescido. Pela primeira vez na vida, sentiu-se esvaziar, sem precisar da habitual assistência manual, sem esgalhar o pessegueiro, com a piça guardada dentro da roupa. 
De repente, ficou cego..., sentiu o jato de leite que lhe brotou dos testículos, inundou o escroto,... viu estrelas..., e esporrou-se todo.

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