076 Cousas da Dita Dura

Isto passou-se numa celebre segunda-feira, o marido da madrinha ligou a dizer que tinha chegado bem, e deu a grande novidade, a história que abalava a capital, não se percebia bem se a cadeira se tinha arrumado, ou se alguém mais afotio a tinha desarmado, e também não se podia dizer estas coisas assim ao telefone de qualquer maneira, mas o que se constava, e podia nem ser verdade, era que o Senhor Presidente do Conselho tinha caído da cadeira, ai coitadinho…
Mas esta mulher não era cá de coisas, com o esposo fora por duas semanas para ir acabar uma obra em Lisboa a consorte, tinha com sorte, conseguido ficar com o seu querido afilhado em casa para lhe fazer companhia, e foi este que foi levar aquela novidade ao Senhor Abade. Mas só a ele, a mais ninguém, e tinha de ser ao ouvido como um segredo de confissão, porque essas coisas não se podem dizer a qualquer um e assim de qualquer maneira, porque eles andam aí, e as paredes têm ouvidos, cruzes credo.
O rapaz lá foi, e quando chegou à casa paroquial não encontrou ninguém, e ninguém lhe atendeu à porta, não estava lá o Senhor Abade, nem a irmã, nem a empregada. O nosso amigo já estava para desistir quando se lembrou de ir ver se andava alguém a catar pela horta, quando estava a passar ao lado da casa, ouviu uns barulhos estranhos e ficou curioso. Pendurou-se no parapeito da janela, mas como a cortina tapava a visão teve de se ajeitar melhor, ainda conseguiu espreitar um pouco, e até podia jurar que, pelo barulho, e pelo que viu... talvez um cu e dois pares de cuecas pelas canelas (algo assim), que o padre montava numa das mulheres da casa, ou noutra qualquer porque não lhe onde faltar por ali é ditosas comadres com fome. Mas, mais não viu o nosso moço, porque escorregou, caiu, rasgou as calças e esfolou um joelho.
O recado, esse, só foi dado ao fim da tarde, estava o reverendo a sair do café e o adro da igreja já cheio de beatas, prontinhas... para assistir à missa. O Padre ficou aflito com tal noticia, esse segredo de lesa pátria, podia ter muitas interpretações e não podia andar assim por aí a ser dito, era quase tão grave como se dizer que o Padre andava metido com uma mulher.... ironias.

Nisto tive de o mandar calar durante um bocado, pareceu-me ouvir barulho na parte de baixo do Palheiro da Vizinha. Nesse entretanto fiquei a pensar naquela coisa do Senhor Padre Cura, eu a modos que já desconfiava disto, e claro que agora será uma situação para explorar melhor. O Preto aproveitou logo para desconversar, sempre a fugir com o rabo à seringa, começou a falar de politica, pois o dito Presidente e o regime já foram mas que calhar a PVIDE ainda anda por aí, historias, ditos, etc e tal.., mas a mim só me interessa ter a Dita Dura, e uma boa cona à mão, onde a espetar, e malhar até me esporrar. Dei dois calduços no gajo para ele soltar a língua… e após mais uma acalorada troca de galhardetes, ele lá continuou.

Regressou a casa da sua muito querida (e antiga ama de leite) à hora de jantar, ela andava a varrer o pátio, agarrava o cabo com mestria e dançava ao som das poucas folhas que a vassoura empurrava, mas havia ali algo mais de especial, aquele toque de cintura que faz abanar a roupa solta, e saltar o peito e as têtas, o brilho quente dos olhos e um sorriso largo, meio escondido pelo cabelo solto que lhe cobria parte do rosto rechonchudo, emprestava-lhe um ar de garina roliça, capaz de rivalizar com uma qualquer moçoila com dez anos menos.
Parou logo com as limpezas, encostou a vassoura à umbreira da porta, e ficou à espera que o moço entrasse, assim que este entrou, passou-lhe a mão pelas constas enquanto o encaminhava para a mesa e lhe indicava o banco do costume, nesse entretanto ficaram ali parados um pouco enquanto ele lhe contava o segredo do Padreco, o recado da ditadura claro, que as outras Cousas da Dita Dura não são conversas que se tenham com uma respeitada senhora casada. Entretanto ela regressa à mesa e entrega uma malga de sopa ao nosso amigo, que quase se engasgou de imediato com a côdea que já estava a roer, porque assim que ela se debruçou quase lhe caiam as mamas soltas pela esgalha da bata fora, aqueles dois enormes melões, ficaram ali assim ao penduro, encostados um ao outro, no limiar do decote, de fora quase até aos mamilos. Ela apercebendo-se da aflição do seu querido Menino das Alianças, apressou-se logo a ir em seu auxilio, deu-lhe umas palmadinhas nas costas e depois para o sossegar ainda o agarrou um bocadinho pelo peito, coisa que o rapaz tanto apreciou, porque ficou com a cabeça encaixada mesmo no meio daquelas assombrosas têtas.
Entretanto ela voltou para o fogão, as curvas do corpo a rebolar na mesma medida em que debaixo da mesa a pila grande ia crescendo, ficando maior na medida do tesão, do preto que, confessa, naquela hora só lhe apetecia, levantar-se e puxar pela ponta do laço da fita da bata, e ver que segredos escondia aquele corpo da sua querida madrinha.

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