068 Flagrante de sem-vergonhice

Os meus olhinhos nem queriam acreditar naquilo que viam, ali no meio da sala a alcoviteira da mãe dela… cara de desconfiada, mãos nas ancas, exitou um instante e começou logo a disparar.
Nem um «Boa Noite!» disse à filha, apanhou-a assim de surpresa e bota disto, foi um tal malhar, por mil vezes ela preferia que estivesse ali o cabrão do emprenhador. Perdi-me no meio da discussão das duas, a olhar pasmado para o busto da proxeneta, que ubres sim senhora, aquilo mete respeito, para começar aquela camisola com uma tira de tecido fino acima das mamas a deixar transparecer o bordado do soutien, o castanho das aureolas a deixar adivinhar uns bicos de respeito, e aquele rego fundo a denunciar o volume majestoso das têtas, deixou-me sem folego.
Só acordei do meu transe quando quase apanhei uma estalada, ela percebeu que eu não estava nem ali e até comentou que o melhor até era eu nem ter ouvido nada, a pega embruxou-me completamente. Mandou a filha ir lavar-se por baixo, agarrou-me pelo colarinho e levou-me a reboque.
Que cagueiro, nem sei como aquilo tudo cabe dentro da saia, um assombro, é assim de longe é o maior que já vi, eu ia atrás dela e só me apetecia por-lhe as mãos em cima e tirar-lhe as medidas todas, umas cuecas para aquilo devem gastar pano que dava para pelo menos uma camisa.
Foi perdido no meio de todos estes volumes que me dei a entrar atrás dela no portão de minha casa, em menos de nada dei comigo a olhar para a minha mãe, branca como a cal tão espantada estava com a surpresa.
Mas a verdade seja dita que ela recompôs-se rapidamente, e em menos de nada mandaram-me dar uma volta. Ora, eu desiludido com a oportunidade perdida de molhar o bico outra vez, e com medo que a conversa azedasse enchi uma caneca de cevada, e deixei as duas sozinhas, sentadas à mesa de volta das doçuras a depenicar o bolo, a atalhar no queijo, e a molhar a palavra com vinho do porto. Aproveitei e fui pôr a escrita em dia.
Chamaram por mim já a noite ia adiantada, e estava eu entretido a pôr o sono dia, encontrei as duas bem dispostas, aquilo era tanto amor que até melava, a minha mãe pediu-me que acompanhasse a senhora a casa da filha, e se por um lado nem me apetecia nada o frete, por outro até bem que nem me importava nada de apreciar, as generosas formas da matulona.
A noite estava fresca, mas eu não ia em frescuras, dois passos atrás, mais um à frente, aquela molherona é incrível, um par de coxas daquelas derrubam muita madeira, mas levantam muitos mais paus, e aqueles faróis, iluminam e encandeiam até o mais ceguinho.
O meu pirilau seguia feliz e contente a crescer embalado ao sabor destes pensamentos, quando ela me põe um braço no ombro, e começou com falinhas mansas, então era isso…
Bom resumindo, ela estava desconfiada que a filha tinha aprontado ou estava para aprontar alguma, mas até agora ninguém se tinha descosido, eu também não, mas isso não invalidou de eu me ter aproximado dela para sentir de perto aqueles volumes que me estavam a deixar cheio de apetite. Com o meu braço por trás da costas dela esfreguei delicadamente para cima e para baixo entre a volumosa padaria e a generosa leitaria, sempre arriscando e apalpando um pouco mais ao sabor dos gemidinhos da vacona, e o que eu não dava para lhe comer a cona.
Chegamos a casa e porta estava trancada, ela ia bater, mas eu quis dar uma de espertinho e fui buscar a chave debaixo do vaso das orquídeas. Abri a porta e entrei fazendo um gesto exagerado de de cortesia para que a Dona entrasse, passei-lhe a mão pela cintura e ela soltou um risinho, a coisa estava no bom caminho, mais um passo e ela caia de quatro para mim, quando ela acendeu a luz soltou um grito abafado…
Virei-me e fiquei estasiado com o que vi, no sofá.
A santinha da filha dela estava lá deitada em camisa de dormir, numa atitude que seria de sem-vergonhisse não estivesse ela embalada nos braços de Morfeu. O mais certo era que se esse deus não fosse só de sonhos estaria tão feliz e contente como a minha piroca, que dava pulos de alegria dentro das minhas calças, ao ver o estado em que a putita estava.
Cabelo desgrenhado, rosto angelical com ar de satisfação, decote desabotoado com um seio a irromper de lá de dentro, camisa arregaçada e uma perna para cada lado, as cuecas a penderem soltas num tornozelo, e aquela pintelheira negra, rasgada por uma racha rosadinha bem esgalhada, onde se deve ter personificado a cousa amada e encarnado dentro da bichaninha a até a fazer sorrir e brotar alegria em forma de baba branca.

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