047 Entre Mulher e Marido... Entre Marido e Mulher!

Quando chegamos a casa deles, carregados de malas e sacos, ela veio esperar-nos à sala, e de o ver assim aperaltado só não lhe caiu o queixo porque o tinha amarrado com um lenço preto a toda a volta da cabeça.
Tudo aquilo parecia surreal, o jabardo disfarçado de galã, e a aleivosa mascarada de cona feia, frente a frente, ele ali todo direito e aprumadinho, ela doente da surpresa agarrada às costas de uma cadeira, de pernas arqueadas, mal se segurava de pé.
Ele segurou-a por baixo do braço e tomaram a direcção do quarto, pelo caminho e com a outra mão, ela foi-se livrando dos cangalhos que a apoquentavam. Atirou o lenço ao chão e ficou com os cabelos soltos, quando o xaile lhe caiu e o volume dos seios se notou, tudo parou, ela sentou-se na beira da cama, eu fiquei parado no meio da sala feito palerma de sacos na mão, o manso encostou-se à umbreira da porta, e ali ficou a admirar, enquanto ela levantava a camisa de dormir e cruzava a perna de lado.
Ele avançou devagar em direção à mula, rodeou-a a apreciar o monumento, e só lhe faltou dizer como o Coronel Jesuíno, «Se deite que eu quero lhe usar!», ao que esta Sinhazinha aleivosa podia sempre responder, mas, no seu ar farsante «Eu já lhe disse, eu não tou me sentindo bem!». Embora não me pareça que esta novela não passe na França e por lá as Gabrielas sejam outras, e este calejado murcão esteja mais habituado ao balde da massa e ao cabo da enxada, que às saias das putas e ao cabo teso da piroca. Ficou-se por ali sem dar mais troco, nem água vai, nem água vem. Tivesse eu feito de coronel e ela teria a resposta cuspida de imediato, isto porque «Mulher minha não me nega!», era montada logo ali.
O lusco fusco, já desaparecia e o dia nascia, sem que eu tivesse ainda visto a cama, para dormir, mas o que tem de ser, tem de ser, e como valia a pena continuei, deixei-os na conversa e voltei à camioneta buscar mais umas quantas coisas, o cabrão tinha vindo muito carregado, trouxas, malas, caixas e sacos, tudo isto até podia ter ficado para mais tarde, não tivesse eu também de espiar a coisa, para ver se corria tudo bem.
Só que não correu lá muito como planeado, porque isto de engravidar uma mulher já prenha nem é difícil, mas em vez de ela o ter levado logo para a cama e se preciso fosse, esfregar-lhe o pito na cara para ele lhe esporrar a cona e acabar logo com a doença, ela pôs-se para ali a dar trela, e uns golinhos de branquinha, e uns biscoitinhos, e boi do corno manso acabou por adormecer sentado à mesa da sala.
Carregamos os dois com o boi para o quarto, e foi dificil porque não conseguia-mos passar na porta, e a culpa foi dos cornos, eu dum lado e ela do outro, a sorte é que ele era manso e nem deu por ela quando o deixamos cair.
A aleivosa foi muito gentil e tirou-lhe a roupa toda, quase que lhe arrancava uns quantos botões à camisa, os sapatos foram parar um a cada canto, juntamente com as meias, e as calças e as ceroulas sairam juntas. Do caralho empinado que umas horas antes tinha sido mugido em honra da minha mãe não havia sinal, mas a mula agarrou-se logo a ele com as duas mãos, e em pouco tempo, ela tinha acordado o mangalho, já o manso continuava a dormir como se não fosse nada com ele.
Era a minha hora de ir embora, isto se ela deixasse, mas eu também não me importei nada de ficar. A coisa até parecia simples, ela só tinha de o montar, espetar o mastro pela cona acima e esperar que ele se esporra-se, de preferência deixar evidencias da esporradela para que não houvesse duvidas. Eu fiquei para ajudar.
E a minha ajuda foi precisa quando, ela desistiu de o montar, a piça era boa e tesa, mas o cabrão do manso não se vinha nem por nada, se calhar tinha deixado o leitinho todo em minha casa. Assim que o desmontou ela agarrou-se logo ao pau dele a esgalhá-lo, mas não tardou a que se sentisse mais confortável quando eu a endireitei, e me juntei à festa.
Estavamos os três na cama, um macho de cada lado, e a femea no meio, os três de ladinho, eu apalpava-lhe uma e outra têta à vez, enquanto lhe dava no pito por trás, ela continuava a tentar mugir o boi, sem sucesso, até que eu me ofereci.
Agora estava-mos os três bem coladinhos, e a minha mão experiente agarrava no mastro do boi, senti-me a rebentar de exitação, e a minha piroca dura e cada vez mais grossa a encher aquela cona como nunca, a aleivosa arfava e gemia, o boi dormia manso, a loucura de agarrar no pau teso de outro homem pela primeira vez fez-me esporrar como nunca.
Larguei tudo e quando voltei a mim, descolei da aleivosa, e voltei a chegar a mão ao pau do manso, para surpresa das surpresas este já estava ocupado.
O senhor corno estava agora outra vez de barriga para cima e tocava ao bicho enquanto ressonava, a sua esposa aleivosa não se fez rogada e voltou a montá-lo, não tardou muito que esse assunto entre marido e mulher, fazer meninos, estivesse arrumado.

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