046 Ele veio-se que nem um boi!

Levantamo-nos os três ao meio dia, o meu pai foi cuidar da camioneta, a minha mãe cozinhou qualquer coisa, e eu estive a tratar do gado.Até parece dia feriado, almoçamos os três juntos, o casalinho voltou para o quarto e nem disfarçam, estão a acasalar novamente, e ouve-se bem os guinchinhos dos dois, e eu como já tinha feito gazeta à escola de manhã, agora também não vou.
Perdi a conta às fodas, meias fodas e fodinhas que dei ontem e esta noite, devo ter esgotado as reservas de leite nos colhões, e tenho a piça toda dorida, por isso assim que terminar mais este relato, vou mas é bater uma sesta que o corpo tem muito que recuperar, já que nem uma punheta posso bater.
Vá lá fui bem recompensado pelo que fiz esta noite, mas também dei bem o coiro, dez contos de reis é uma boa maquia, isto sem contar nos pagamentos futuros em espécie, porque elas vão me pagar com o corpo, lá isso vão!
Porque isto não se faz a um rapaz, quando regressei a casa, ainda os pombinhos estavam a sair da casa de banho, deve ter dado muitas e boas naquela cona lambida, disse-me o manso que o meu pai queria ter parado na casa das luzes vermelhas para ir às putas, e como ele não deixou, ele agora vinga-se na lambida.
Tive de ser eu a ir acordar o corno manso à camioneta, e trouxe-o para a nossa cozinha para comer uma sopa e beber um caneco. Estava eu no meio de rodeios a tentar dizer ao homem aquilo que mais ninguém tinha coragem, quando a minha mãe vestida só de camisa de dormir veio à cozinha, abaixou-se para atiçar o lume, e feita desprevenida virou para nós aquela cona aberta e rapadinha, de proposito ou não aquilo aligeirou a conversa. As mulheres e assim e assado, e, não gostam de porcos, foi o que me apeteceu dizer ao jabardo, mas tive tento na língua.
«Pois havia lá um homem tão viajado como aquele, vindo da França, do sito mais desenvolvido que se pode imaginar, que convive por lá com gente do mais alto gabarito, regressar assim para os braços da sua mulher doentinha, sem se arranjar? Tem de fazer essa barba, pois então, limpar essas unhas negras, tomar um bom banho, e vestir o seu melhor fato... que é dia de festa, vocemeçê é o orgulho do emigrante, que regressa a casa feliz e bem sucedido.»
E assim lá o convenci a arranjar-se antes de ir cobrir a aleivosa, mas esta foi a parte fácil, porque o resto, foi do caralho ao ar, porque chamar jabardo àquele porco fedorento pouco, o corno nunca mais se há-de esqueçer. Fomos para o tanque, ele tirou a roupa toda, e esteve a lavar-se lá em água fria e com sabão rosa, era meio da madrugada, à homme rijo caralho, como lá estava escuro só quando voltamos à cozinha é que deu para ver, que ele só tinha tirado o maior.
Não tivesse o meu pai dito que ele lhe tinha dado uma gorja bem gorda pela boleia, e que tinham andado às voltas pelas casas de cambio na fronteira e mesmo assim ele não tinha conseguido trocar os francos todos e eu tinha desistido logo ali. Fui-me entretendo com uma caneca de cevada e a estudar uns sonetos do zarolho, enquanto ele estava quase nu sentado num banquito junto à lareira a raspar as unhas dos pés e das mãos com um canivete.
Terminadas as manicuras o corno ajudou-me a acartar água quente para a casa de banho, mas antes mesmo que ele pudesse ir tomar banho a minha mãe foi lá, lavar-se por baixo, por certo.
Antes dele entrar na casa de banho a pitinha disse ao corno manso, que não tirava os olhos dela, que usasse tudo o que precisasse, do que estava na casa de banho, claro! Eu recomendei-lhe que se ensaboasse bem com o sabonete cheiroso, como elas gostam.
Estava a minha mãe a vincar umas calças do manso, com o ferro a carvão, enquanto eu me entretia a espreitar o manso pelo buraco da fechadura, o cabrão estava em pelota e de pirilau erguido, completamente teso no meio da casa de banho, e nisto, começou a tocar ao bicho. O cabrão tinha ficado tolo com a cona da minha mãe, pudera.
As mulheres são assim, não deixam escapar nada, e mesmo do quarto de arrumos a minha mãe detectou que se passava algo, e eu só dei por ela quando ela me puxou por uma orelha e me tirou dali. E se assim foi também não deve ter ficado surpreendida com o que viu quando se pôs a espreitar ela pelo buraco da fechadura, e eu que não sou de perder uma oportunidade, pus-me logo por trás dela e passei-lhe a mão pelo rabo.
Como ela continuava ali toda vergada a espreitar pelo buraco da fechadura, e passarinho estava no ninho a dormir tranquilo depois de ter molhado bem o bico, eu levantei-lhe a camisa de dormir e apalpei-lhe a cona. Macia e limpinha, com os lábios meio abertos, um petisco para a minha minhoca que depressa mais parecia uma cobra.
Passei-lhe a cabeça pelo olho e ela não parava de espreitar, logo a seguir encontrei o buraco e enfiei a cobra por ali a dentro, e ela que só tinha olho para o buraco. A mãezinha espreitava o corno manso a bater uma punheta em honra dela, e honra lhe fosse feito àquele corpo, e glorias lhe fossem dadas àquela cona lambidinha, que o deixou tolo e que me consola mais uma vez.
Carreguei por trás naquela cona, enquanto ela ali estava debruçada a espreitar pelo buraco da fechadura, como eu tantas vezes faço com ela, e ela fincava as mãos na parede, enquanto apanhava por trás forte e feio, e eu vim-me todo dentro daquela cona, e disse-me ela, que «Ele veio-se todo, que nem um boi!»
Quando termina-mos estava ali um rico serviço, o cabrão parecia outro, cabelo puxado para trás com brilhantina, barba feita, unhas aparadas, camisa branca e calças de vinco, acabados de passar, sapatinhos de verniz, e bem cheiroso, deve ter esvaziado o frasco da água de rosas. Até cheguei a ter pena do manso, e não foi por ele vir cheio de guito, deu-me uma gorja de dez contos, mas assim bem arranjado e com um caralho daquele tamanho, nem sei se merecia que a puta lhe tivesse metido os cornos, mas uma cona daquelas também não pode estar ali a criar teias de aranha.

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