036 prá puta que a pariu

Passei uma semana de cão, debaixo da chibata como quem cometeu crime sem castigo. Deitar cedo e cedo erguer faz calos e tira o tesão, mas foi assim: cuidar da criação, ir à escola e voltar num pulo, apanhar erva e sachar o alfobre, descalçar galochas e calçar chancas, almoçar à pressa e jantar a correr, no fim do dia e todo roto ainda é preciso encontrar tempo para  um banho à pressa e estudar, porque os exames estão aí.
Ainda não consegui ver nenhum episodio da novela nova, até estou com vergonha e com medo de ser gozado na escola, dizem que tem lá uma vaca boa com-ó milho, de beiças grossas, tetas grandes a sair pelo decote e com as coxas sempre ao léu, deve ser um assombro...
...e eu há tantos dias a seco, sem sequer tocar ao bicho, até estou com medo que os meus colhões rebentem, ou que o leitinho encaroce lá dentro, e seja o cabo dos trabalhos!
A cabra ainda há-de vir cá “ao paizinho” comer aquiii na minha mão, pedir leite na cona outra vez, e eu hei-de mandá-la para a puta que a pariu!

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