018 o caralho do castigo

A campainha da escola tocou mas o tesão de voltar a casa não era nenhum, pelo caminho dois ou três beijos trocados com a minha colega, uns quantos apalpões, mas nada de brincadeiras no palheiro porque em casa estava o castigo à minha espera, e o primeiro era chegar a horas.
Logo que chegava a casa vinha a distribuição de tarefas, varrer o pátio, limpar os currais, lavar a loiça, ficava com uma raiva tal à minha mãe que só me apetecia fude-la e agora era mesmo literalmente, porque andava cheiinho de fome de cona, mas agora o melhor mesmo era ir cumprir com a minha parte.
Hoje o castigo foi, ir sachar o alfobre para o lameiro, e eu ia mas era com vontade de cavar aquilo tudo, ou melhor encavar bem a puta que me deu semelhante castigo, lá fui eu pelos campos adiante agarrado ao pau do sacho com vontade era de me agarrar ao pau a bater uma bela de uma punheta, mas como sempre a razão falou mais alto e para não ver o meu castigo aumentado portei-me bem e fiz o serviço certinho e direitinho.
Tinha dado o serviço por terminado e já me vinha embora quando o meu faro de pachacha fareja ali perto uma jornaleira, não me fiz rogado e fui apalpar o terreno, por detrás das latadas lá fui espreitando por um lado e por outro, é a tal de que se falou no verão passado, que tinha parido sozinha no meio do campo, e à falta de melhor até cortou o cordão umbilical com a foucinha.
Ela andava por ali a regar, tinha-se enfiado no ribeiro, de enchada na mão, usava galochas até ao joelho e saia arregaçada pelo meio das coxas, nada mal, aliás, cheguei-me ainda mais para ver melhor, porque até valia a pena, assim vista dali e de costas eu só queria era que ela se vergasse mais um bocadinho para eu lhe poder apreciar as pernas todas até à esgalha, depois de ter estado a apreciá-la de pau na não senti que a punheta assim não me chegava e que devia era ir ter com ela para ter uma panorâmica melhor.

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