105 O enjoo das conas mansas

Chegamos a casinha, já não era sem tempo. Foi um dia do caralho e então esta ultima etapa, foi muito dura. Até parecia fácil, bastava ter apanhado a carreira ali à porta do cemitério, e algumas centenas de buracos depois estávamos em casa, mas as putas ainda não estavam em condições. A mocada durava e durava, elas diziam que estavam com calor na rata, levantavam as saias, abanavam-se todas, coçavam a pintelheira, uma dizia que tinha chatos a outra dizia que eram piolhos. Para maior das ajudas estavam sem cuecas e no meio da confusão já só lhes restava saia e blusa, aliás mesmo de cuecas naqueles andamentos não as podia pôr na camioneta.
A solução traze-las pelo meio do mato, sempre a cortar caminho nem é longe, já fiz aquilo muitas vezes, mas aquelas cabritas queriam era roçar no mato. A traidora da Pita embaraçou-se numas silvas, prendeu lá a saia, e à falta de melhor solução deixou lá ficar a saia rasgada e continuou só de saiote. Quando íamos a passar perto dos lameiros andava por lá alguém à erva, e elas fizeram uma festa desgraçada, a sorte é que quem por lá andava estava longe e não se deve ter apercebido do estado delas. Mais à frente a passar o ribeiro, a Aleivosa escorregou nas pedras a minha mãe foi atrás, e ficaram todas molhadas. A Putita estava num estado jeitoso, o saiote colado às pernas a acentuar-lhe as curvas das pernas e a revelar no cavado vale da tentação o volume e a textura da mata grossa. A minha mãe não estava melhor, e se nas coxas a saia molhada era um embaraço que não revelava muito, no peito a blusa branca molhada revelava todas os detalhes de um peito sem soutien. O volume das mamas, o diâmetro das aureolas a encolher, e aqueles bicos tesos a crescer, espetados no tecido.
Eu quase ficava tolo de tesão com o andamento das duas vadias, mas não me podia perder em devaneios sexuais, tinha de as fazer chegar a casa sem dar nas vistas. Foi difícil, mas consegui, enfiei as duas cá em casa.
Para as éguas, chichi, banho, sopas de cavalo cansado e cama. Ainda agora anoiteceu, estão as duas a dormir, de vez roncam que nem vacas, antes de adormecer a nossa querida vizinha, ainda me recomendou que não me esquece de lhe dar de beber à rata o leitinho para dormir melhor. Acho que estou enjoado daquelas duas conas mansas, vou acabar o meu caldo, e dormir sobre o assunto.

104 No Meio é que está a Virtude

Finalmente despistamos o cabrão do Taxista. Depois do banho das Putas também eu tive direito a refrescar-me, para aliviar o tesão, a minha mãe foi uma querida, e sugeriu que eu batesse uma punheta para aliviar a tensão da minha picha que teimosamente apontava para o tecto da casa de banho, eu optei por só me refrescar no banho, afinal ainda andava a passear ali pela casa um par de rachas bem apetecíveis. No fim do banho, vesti um roupão, nunca tinha vestido nada assim, e num acto de coragem, destemidamente sai à varanda para fumar. Não me apetecia a merda do tabaco, mas eu tinha de fazer alguma coisa. O taxi lá continuava no adro do cemitério, o choufer deitado em cima do volante fazia que dormia, quase com certeza. Não se via outra viva alma por ali. Ainda era muito cedo, e nem sequer a carreira da escola tinha passado, o nevoeiro ainda não tinha levantado, e ao longe só se enchergavam as cruzes nos pináculos das capelas mortuárias, aquele sitio metia-me um medo do caralho, e eu tremia de frio, mas aguentei ali o cigarro inteiro. No fim lancei a beata pelo ar num gesto teatral, e expeli uma grande nuvem de fumo, enquanto virava as costas e voltava a entrar em casa. Quando fechei a porta, ouvi a ignição do velho motor diesel a custar a pegar e de seguida o lindo ronco do carro a afastar-se.
Aquele filho da puta tinha finalmente o aquilo que queria, estava convencido que aquela era a nossa casa, para nos poder vir chatear mais tarde, neste caso chatear outros, se encontrasse por ali os emigrantes em tempo de férias. Fui chamar as senhoras para nos pisgarmos dali e dei com as duas dorminhocas enfiadas numa cama e a roncar. Eu também já não estava nas melhores condições físicas, pareceu-me boa ideia e deitei-me onde pude. Levantei a roupa da cama, saltei por cima da Aleivosa da minha vizinha e deitei-me entre as duas. No meio é que está a virtude. Estavam as duas despidas, e eu também. Mas nem aquilo me demoveu, aterrei logo.
Dormi um bom par de horas, e acordei com a luz do sol que agora entrava pelas frestas dos estores, e com a bexiga a rebentar. Passei por cima de uma das vacas, e fui verter águas, voltei para a cama muito mais bem disposto, e experimentei pela primeira vez a sensação de poder apalpar duas mulheres ao mesmo tempo. Comparar o tamanho das têtas, o farto volume das da vizinha, o generoso arredondado das da minha mãezinha, a torre do bico da mama de uma e a chupeta grossa do mamilo da outra, a pele macia do ventre de ambas, a mata grossa e rebelde de pentelhos fortes da putiféria, os pelinhos curtos, certinhos e aparadinhos da minha queridinha. Daí para baixo é a puta da loucura, ou melhor foi até a Pita me virar as costas, se bem que apalpar o cu também é bom e aquele cagueiro é de respeito.
Ainda esfreguei a o cacete todo teso no rego gostoso daquela bunda gostosa. Mas não deu pica. A minha piça tinha acordado e latejava de tesão. Atirei-me à Gata com unhas e dentes, a cadela estava meia acordada, mas insistia em estar de lado e não se virava para eu lhe ir ao pito. Esbracejou até me conseguir tirar de cima dela. Deitei-me outra vez no meio das duas, instintivamente levei a mão à piroca, estava completamente a rever, resisti à tentação de esgalhar o pessegueiro, com duas galderias daquele calibre ali na cama comigo não podia descer tão baixo.
Quem não tem gata caça com rata, e no desespero, montei a mamã. Afastei-lhe as pernas um bocado, e deixei-me cair para cima dela, acertei à primeira com o buraco da cona, e comecei logo a bombar forte e feio, dentro e fora. Parecia um menino desconsolado. Não sei se ela estava bem oleada, se deu um jeitinho para eu penetrar melhor, se acordou logo, ou se deu por ela que estava a apanhar no pito. Eu estava cego e só queria era foder. A Rameira entretanto arrependeu-se e pediu-me que a montasse, diz que queria que eu lhe desse o leitinho a beber na piriquita. Oh e o que me apetecia ter montado duas na mesma foda, e andar de greta em greta, tira e mete e dá numa e dá noutra, mas ela precisava de um ensinamento, e eu já não aguentava muito mais o que eu mais queria era aliviar-me. Eu bem sei que a minha matrona me proibiu de lhe esporrar a cona, mas foi mais forte que eu, e enchi-lhe o útero de sémen.
Vi a cara de desalento da outra, mas é bem feita, que é para aprender da proxima já não se arma em esquisita, passei-lhe por cima ainda a pingar, e fui para a cozinha matar o bicho.

103 Quando Mija um Portugês Mijam Dois ou Três


Senti um medo do caralho quando entrei pelo portão adentro, ainda olhei para trás, e fez-me muito pior o sorriso malicioso do taxista parecia macabro, quando contrastava com o ambiente mórbido da entrada do cemitério e ou era do frio ou do nevoeiro mas sentia uns arrepios de frio do caralho. Agora a minha única esperança era que o cabrão do choufer do carro de praça fosse embora dali e depressa.
Contornamos a casa para a parte de trás e as putas foram directas ao quintal, e entre couves, pepinos e tomateiros, descaradamente arregaçaram as saias e puseram-se de cocoras para mijar, eu até diria que tinham combinado, não se notasse que elas estavam empachadinhas, aquilo foi só baixar e ver as ratas a abrir-se e esguichar forte e feio. Primeiro um jato amarelo, grosso e fumegante, depois às mijinhas. A minha mãe colocou dois dedos em vê invertido a abrir-lhe os papos de cona, e no fim abanou-se bem, a Pita Aleivosa limitou-se a deixar sair o repuxo da pachacha, e por fim levantou-se ainda com umas gotas de xixi a escorrer pelas pernas abaixo. Não admira a Puta estava toda fodida, e depois de tudo que já lhe tinha escorrido pelas coxas abaixo naquela noite não eram mais umas gotas de pipi que a iam chatear.
Como quando meija um português meijam dois ou três, saquei da minha bejarda e vai disto, só não deitei abaixo um pinheiro porque num ali havia nenhum, urinei para cima das novidades que assim ficaram bem regadinhas.
Fui até à esquina da casa para ver se o caminho estava livre, mas o Taxi ainda lá estava, nada feito. Quando regressei as Vacas estavam sentadas nos degraus da escada, e naquele estado também não iam longe. Andei então a cheirar de vazo em vazo a cheirar, e debaixo de uma fedorenta sardinheira encontrei aquilo que precisava, a chave da casa.
Abri a porta e convidei as Senhoras a entrar no lar de uns felizes «aveques» que andam lá pela França a fazer pela vida.
Meia hora depois já estávamos os três «trés bien», tínhamos tomado um bom pequeno almoço com café Franciú e biscoitos de lata. Um poucochinho mais lucida a minha mãe sugeriu que fossemos descansar, era a melhor ideia do dia, a Amiga queria lavar-se. Não faltavam condições para isso e ainda fiz um brilharete em frente às meninas ao ligar o esquentador e pôr água quente a correr na banheira.
Num piscar de olhos puseram-se as duas dentro da banheira nuazinhas assim com quando vieram ao mundo, eu fiz-me convidado e também comecei a tirar a roupa, mas a minha refreou-me o ânimo, que já começava a crescer entre as minhas pernas. Como premio de consolação deixaram-me lavar-lhes as costas com o cheiroso sabonete de Paris. É indescritível, aquela pela macia e sedosa, a escorregar por baixo dos meus dedos, aquele agradável perfume no as e as curvas, foram as costas, as pernas, os pés, o  pescoço, tudo de uma ponta à outra, uma e outra. De trás para a frente, das costas para o peito, da barriga a subir para os peitos, com uma mão e por trás com as duas mãos. Eu lavava e apalpava as têtas à minha mãe e ela fazia o mesmo à amiga que estava sentada na banheira entre as pernas escachadas dela. Aquelas mamas pareciam mais cheias e redondas que nunca, a escorregar nas minhas mãos, que pacientemente tentenavam beliscar dois enfurecidos mamilos duros e tesos que fugiam sempre que lhes tocava porque a sua dona rabeava de prazer. A minha querida mãezinha encostou-se à amiguinha e esticou-se toda para lhe chegar entre as pernas, eu procurei pelo mesmo, e encontrei.
Quando debaixo de água a minha mão encontrou a racha estava toda aberta, os pelinhos foram a primeira coisa que a denunciou, depois senti os lábios da xana uma bordinha esticada, que percorri acima e abaixo até encontrar no topo o botão do clitóris, ela tremeu, gemeu, e eu fiz os meus dedos escorregarem para a vulva, macia, e suave. Sem forçar fiz entrar um dedo e outro, a tirar e meter suavemente para combinar com aquela pele lisinha e escorregadia. Eu estava quase cego e já só pensava em ir ao pito à minha mãe, ou até foder as duas à vez. Agora arfavam as duas, mas durou pouco, era «muito forte» disse ela quando arrancou a minha mão da buceta.
Espaparraram-se as duas na água quente, pareciam que estavam a derreter. Mas ali a única coisa que derretia era a minha piroca que latejava de tesão, o que era uma grande foda, porque naquele momento aquelas duas pitas não pareciam estar propriamente com fome.

102 Caça às Bruxas, o Exorcismo das Conas Lambuzadas


A louca noite das bruxas em Saint Peter de la Buraca há-de ficar para os anais das minhas historias, mesmo que eu não tenha enrabado ninguém, será uma aventura para de vez em quando recordar. Mesmo quando eu pensava que tudo já estava acabado, havia de acontecer mais alguma coisa. Chegamos e o taxi parou à porta do cemitério, e aí regressou o pesadelo. Foi um castigo para tirar a Vaca da minha mãe e a Aleivosa da amiga de dentro do carro, estavam completamente pedradas e desorientadas, mal davam um passo, e pior ainda, não estávamos à porta de casa.
Eu já devia ter adivinhado isto, porque ao sair da casa da Feiticeira as Rameiras pareciam que iam podres de bêbadas aos trambolhões. A culpa foi da Benzedeira! Tínhamos tido todos uma noite louca com direito a defumadouro de erva, e a sexo puro e duro, mas o que veio a seguir matou tudo. Depois da foda tresloucada, eu e a Mága passamos pelas brasas, quando acordamos fomos dar com as Cadelas na sala ao lado a dormir estateladas no meio do chão, nuns andamentos duvidosos. Saias levantadas, reluzentes conas lambuzadas e arregaçadas, blusas abertas, têtas de fora e mamilos maltratados, pelo andamento dava para adivinhar que as Fufas tinham estado a consolar-se uma na outra. Para castigo a Deusa vestiu o outra vez fato de Necromante, e acordou-as para lhes fazer um Exorcismo.
Armada em Padreca começou por lhes pregar um sermão, aquela voz cavernosa estava de volta, e assustava a valer, chamou os bois pelos nomes ou melhor as Vacas, de Putas para cima, acusou-as de estarem a cometer atos contranatura homossexuais, por serem fufas e terem estado ali a trocar caricias, beijar-se na boca, chupar as têtas, lamberem e esfregarem a cona uma na outra. Obrigou-as a confessar, e elas assentiram de imediato, e quis saber que outras sevicias sexuais as pecadoras tinham praticado naquela noite e sobre o sagrado e sacrossanto tecto da casa da Bruxa, e a minha mãe de rosto altivo lá confessou que enterrou de punho a mão na rata da amiga. A confessora obrigou-a logo a por-se de joelhos com as mãos por baixo dos joelhos. A seguir virou-se para a Aleivosa que chorava copiosamente, que sem que fosse mandada se prostrou no chão de joelhos aos pés da Esconjuradora, e começou logo a dizer que me tinha dado o pito, mas que tinha sido obrigada.
A Benzedeira atiçou novamente as brasas e tapou o nariz com a capa grossa, aquele aroma forte voltou, começou a entoar pela sala novamente a fita gravada um murmurio de ladainhas e rezas imprecepítiveis, que iam aumentando de ritmo e intensidade. Eu afastei-me para a entrada da porta para fugir do fumo da droga, a bruxa levantou as duas pecadoras deu-lhes duas voltas para elas perderem a orientação e fugiu de cena. A conjura ecoava pela sala, deviam ser invocações em latim, ou algo assim, mesmo à distancia dava para perceber que elas tremiam como varas verdes. A Exorcista voltou de novo, e entregou uma cruz de madeira a cada uma, ambas agarram na sua com ambas as mãos e apertaram-na junto ao peito, enquanto isso começava a ouvir-se repetidamente «expulso diabolo». A Enxota-diabos calmamente benzeu-as às duas, e elas automaticamente ficaram ali a repetir a benção terminando sempre com um beijo na mão. E a Adivinha soube que as Pecadoras estavam prontas regressou com uma pequena tina e um ramo de alecrim a ladainha agora era mais complexa «aqua exorcizata ad effugandam omnem potestatem inimici, et ipsum inimicum eradicare et explantare valeas cum angelis suis apostaticis», e terminada a litania, a Sacerdotisa aspergiu-as. Caíram ambas imediatamente redondas no chão. Ainda corri para ver se acudia a alguma, mas foi tarde de mais.
Assim que elas recuperaram os sentidos viemos embora, o matolão apareceu para ajudar a leva-las para o taxi. Ainda era de noite, e o choufer estava a dormir ferrado em cima do volante, pôs o motor a aquecer e foi dar uma mija, antes de arrancar, foi verificar se as passageiras estavam em segurança. Eu estava sentado no banco da frente não consegui ver o que ele fez à minha mãe, porque ela estava no lugar atrás, mas ouvia soltar um gemido, e posso adivinhar que a tenha apalpado. Do outro lado quando abriu a porta a Pita ia caindo para a estrada, ele agarrou-a a tempo e aproveitou logo para lhe passar as mãos pelas mamas, o espertalhão ainda lhe passou a mão pelas coxas em direção ao pito mas assustou-se porque ainda estava tudo lambuzado com a minha esporra, e foi embater com a cabeça na beira da porta.
Eu dormi a viagem quase toda, nem sei por onde andei, nem por que covas passei, quando acordei estava no sitio certo, à porta do Cemitério. Só que aquela não era a nossa rua nem a nossa terra, não me tinha ocorrido nada melhor nem mais fácil, para que o taxista não ficasse a saber onde moramos, dei uma morada falsa, aquele sitio era isolado, e ali só havia o cemitério e do outro lado da rua uma casa.
O que eu não estava à espera era que as duas Tontas mal se segurassem de pé, e naquele estado não iam longe, para mal dos meus pecados também não era preciso, porque o taxista disse que ia ali ficar a dormir mais um bocado, mas era só mesmo para nos controlar. Àquela hora e ainda no luscofusco aquele sitio parecia assombrado e dava arrepios, até parecia bruxedo do dia das bruxas. Encurralado e sem outra solução abri o portão e empurrei as duas para dentro do quintal, estávamos fodidos, mas tínhamos de fazer de conta que estávamos em casa.

101 A Foda das Fodas


Nunca tinha sido mamado assim, umas lambidelas umas chupadelazitas, e coisa e tal, mas um broche feito e muito bem feito por uma boquinha como a daquela Bruxa vale dinheiro! A Sábia era sabida, soube parar mesmo a tempo e pediu-me calma, para podermos aproveitar o momento, fez-me relaxar, e trocarmos de posições. Eu levantei-me e ela deitou-se, de pernas abertas à minha frente, e pediu-me que lhe fizesse um minete, seria um pagamento pelo bico que ela me tinha feito.
Custou-me, mas atirei-me de cabeça para entre as pernas dela, dei as primeiras lambidelas a medo, o pito não sabia a bacalhau, mas sem duvida sabia a azeite. Eu não queria dar parte de fraco, não me apetecia muito fazer de lambe conas, aliás foi a primeira vez, e pelos vistos portei-me bem, porque enquanto eu devorava as fressuras ela esfregava o clitóris e gemia, gritava alto e bom som, pedia mais, e mais fundo e que lhe chupasse o pinguelim, e que a voltasse a lamber, e pedia sempre mais, até que se contorceu toda, agarrou-me pelos cabelos forçando a minha boca a ficar colada às beiças da boca do corpo dela, e uivou como uma fera, alto e bom som, enquanto arqueava as costas, e subia, subia e urrava, urrava! Da sala ao lado vieram em coro os uivos por simpatia das outras duas putas, era a erva a subir à cabeça. Até que a Loba amansou, veio-se toda, abandonou o corpo e deixou-se cair com estrondo, fui cair de queixos entre as pernas dela o aroma a cona a despertar sensações no meu instinto. Voltei a esticar a língua, da racha escorria langonha, provei e gostei, fui dando mais umas lambidelas, quando acabei fiquei a escorrer seiva, um fiozinho grosso a escorrer da minha boca para a boceta dela.
Sentia-me agarrado e estava mesmo, as mãos dela afagavam o meu cabelo com carinho, e iam-me puxando para cima do seu corpo de deusa nua, aquela Boneca de Trapos tinha olhos de vidro que brilhavam de gozo e felicidade. O meu apetite estava mais desperto que nunca, a minha piça latejava de tesão e à medida que se ia posicionado a caminho do vale da perdição, mais rija ficava. Senti-me a entrar por ela dentro como nunca tinha sentido com mulher nenhuma, tão macia, tão justa, tão faminta aquela rata, engoliu-me e melhor que a boca da dona, e feita gulosa chupava-me a piroca até ao tutano.
“Devagar, vai com calma” pedia ela, que já tinha recuperado o apetite. Dava para sentir as contrações da cona, o que me deixou ainda mais excitado. No meu ouvido ela sussurrava coisas que eu não entendia, uma qualquer reza de Benzedeira, entrecortada pela respiração ofegante. Posso dizer sem duvida que ela encerra tal pericia sexual que faz qualquer experiente puta de bordel parecer uma pura, imaculada, honestíssima e fidelíssima esposa.
Os nossos corpos estavam vivos e unidos, a piroca regojzava-se com o aveludado da caverna, refastelada a sondar as profundezas da racha, o meu tronco delirava com a força daqueles braços que me apertavam, o meu peito sentia o volume dos seios como que a dizerem, «estás a ver não é preciso sermos grandes para sermos bons», a pele das minhas costas delirava de gozo com a dor das unhas dela ora cravadas, ora a arranhar desalmadamente a minha pele, e as pernas dela manietavam as minhas forçando-me a manter o ritmo que ia crescendo aos poucos.
A Feiticeira agora já não murmurava aquelas jaculatórias estranhas, arfava, urrava e gritava alto e a plenos pulmões. Com isto voltou o coro das Vacas, da sala ao lado chegavam gritos de prazer, das duas três ou estavam a mastubar-se, a coçar o grelo e de dedos enfiados na cona feitas tolinhas, ou estavam a rebolar-se no meio do chão, com as conas a esfregar-se uma na outra feitas fufas, ou estavam a ser comidas, pelo matulão do criado da Maga feitas Cadelas, o certo era que havia festa e da brava.
Acordei para a realidade com uns murros que levei nas costas, a Vidente contorcia-se toda por baixo de mim, tinha um ar e desespero, a cara toda esticada, os olhos pequeninos raiados de raiva, a boca comprimida nuns lábios brancos e minúsculos, o pescoço a esticar-se com os músculos e veias a notar-se todos, até que ela sem abrir a boca ganiu um “esporra-te agora” cavernoso e horrível. Fechei os olhos, e naquele instante vi naquela Bruxa uma velha seca, desdentada e enrugada que me enfeitiçou para seu próprio prazer. Abri os olhos em busca da verdade, mas como que por magia não vi nada, o prazer do orgasmo cegou-me, enquanto eu sentia a minha ejaculação a esvaziar por completo o leite os colhões.
Cai para o lado exausto, e ficamos assim a par a admirar-nos. Aqueles olhos doces de bela adormecida condiziam agora com a meiguice daquele rosto deslumbrantemente feliz, a mão dela com um gesto de carinho no meu peito que me fez arrepiar e tremer de satisfação, enquanto os lábios dela soltavam um simplesmente belo «Foste Maravilhoso»!

100 Tão boa que até fiquei paneleiro dos olhos

Fiquei com um enorme nó na garganta, até parecia que me estavam a apertar o pescoço, o susto de ver aquele pau grande e grosso entrar pela cona da Bruxa adentro, de uma vez só, foi tal que perdi o tesão. Levei instintivamente a mão às calças e senti a piroca mirrar e a cuecas molhadas, uma sensação estranha porque instantes antes eu estava com a piça tesa como o caralho. A puta adivinhou, não fosse ela adivinha e tinha adivinhado à mesma, a minha cara de susto deve ter sido notória, porque ela apressou-se a pedir desculpas enquanto arrancava do meio das pernas o toco da vassoura.
Foi um espectaculo e pêras, mas eu não estava preparado, nem em todas as revistas que eu vi nem no filme pornográfico que eu fui ver ao cinema havia nada assim… se eu me tivesse aguentado um bocadinho mais tinha assistido a uma cena do melhor. A Feiticeira voltou a pegar no café, e no cigarro. Deu uma passa tão grande que quando soltou deixou uma névoa entre nós dois, aquele aroma fez-me desejar o tabaco, estiquei os dedos e ela passou-mo e eu dei uma fumaça pelo filtro dela. Deu para respirar um pouco, fiquei mais aliviado.
Aquele rosto angélico soltou um sorriso hipnotizante, e para compensar, num passe de mágica abriu as pernas lentamente, e a saia, qual cortina a deslizar fez aparecer o triangulo da perdição, e a gruta da tentação. É certo antes era uma coisinha assim bem feitinha com umas beicinhas coladinhas e que agora já estava mais aberta, escachada, dava para notar os lábios rosados a brotar da boca do corpo, agora assim aquilo parecia uma racha.
O meu entusiasmo voltou, e a alegria voltou a reinar na cabeça da minha piça. Agora sem varinha ela efeitiçava-me ainda mais, com os movimentos insinuantes que ia fazia com as pernas, ora abria e fechava, depois roçava uma na outra, depois cruzava e descruzava, e puxava mais uma passa, e dava-me mais uma fumaça, e queria saber se eu estava bem.
Sim, eu estava bem, e se ainda há uns instantes o que eu queria era pegar na vaca da minha mãe e na cadela da amiguinha aleivosa, e fugir dali a sete pés, agora o que eu queria era prolongar, e aproveitar o momento. Que se fodam lá as cabras, que apanhem uma tora do caralho, que fiquem pedradas, que eu fico com o tesão desta bimba, que é difícil de caçar uma assim tão jeitosinha e com umas curvas destas.
Andava eu no meio destes devaneios, quando num momento em que eu me perdia entre o enfeitiçante sorriso do rosto da Bruxa, e a atração do bruxedo da boca da cona dela, quando por magia ela se libertou da camisola que trazia vestida. Cruzou os braços na frente do peito e as mãos experientes fizeram voar a camisola pela cabeça fora, era fina e justa, apertadinha ao corpo tão justinha que eu fiquei com medo que se rasgasse, mas não. Tão boa que Até fiquei paneleiro dos olhos, para condizer com aquele corpinho de fada elegante, umas singelas maminhas, não muito grandes, mas firmes, e coroadas com duas pequenas aureolas redondinhas e rosadinhas, pontuadas por dois biquinhos uns mamilos deleitosos, firmes e hirtos.
Ela levantou-se e um fecho éclair fez magia quando ela perdeu a saia, revelando aquelas curvas que arredondavam o corpo magro de diva, até parecia uma puta de revista. Dava vontade de lhe tirar um retrato, para guardar debaixo da almofada. Não fosse aquela Boneca de carne e osso, que eu apalpei e bem, e diria que ela tinha voado e pairado sobre mim, deitou-me para trás no divã, abriu-me as calças, e como que por encanto saltou lá de dentro a minha varinha de condão, dura e brilhante.
Agarrou-me pela piça e começou a tortorar-me, nem era preciso tanto, para me arrancar a verdade, mas o certo é que naquela posição, a olhar directamente para aqueles peitinhos caídos na minha frente, e mais ao fundo a abertura de pernas, com a contraluz a realçar a a pita levemente escachada e de lábios salientes, e com a minha piroca manietada por umas experientes mãos de veludo, eu vomitei tudo, e mais alguma coisa.
De resposta só recebi elogios, “és um cabrão e filho da puta dos melhores, chegas aqui com duas putas, já comeste as duas, dizes que uma é tua mãe, a outra é casada e amiga dela, puseste os cornos ao marido dela que anda emigrado, e ela vai parir, e por ventura a criança até será tua… és mesmo enxertado em corno de cabra”, e ela nem é assim tão boa adivinha, porque nem sabe da missa a metade.
E dito isto, e não havendo mais nada a confessar, abocanhou a minha piça, foi feitiço o que se deu a seguir, nunca tinha sentido nada assim, ela chupou, lambeu, e mamou, e mamou, e… eu fiz-me ao piso, fui aproveitando para apalpar e sentir aquele corpo de deusa, e ela mamava e lambia e só parou, quando sentiu que a têta estava a ficar mugida. Foi num repente, eu fiquei mito aflito, estava quase, quase a esporrar-me, numa aflição termenda já sentia o leite a caminho, no meio do desespero a minha vontade foi de ir com a mão à piça e esfregar até fazer esguichar, faltava tão pouco. Levei tal lapada na mão que até me ficaram a doer os nós dos dedos.

099 Um Susto do Caralho


Perante o meu espanto a Fulana continuou, “esperavas encontrar cá uma Bruxa a fazer poções num caldeirão de três pernas, com rezas e mezinhas, ou ver-me erguer uma mesa de pé de galo?”. Da garganta só consegui fazer sair um engasgado “Talvez”. Ela soltou uma pequena gargalhada e diz, “ó inocente, só faltava quereres que eu saísse daqui a voar montada numa vassoura, a gesticular uma varinha de condão e lançar raios pela noite dentro”.
Desta vez fui eu que me ri com alguma vontade, até porque a Feiticeira já estava agarrada a uma vassoura de Bruxa, ou penso eu que fosse. Com um cabo grosso e reluzente, e um roço de palha comprida amarrada na ponta. “É uma especie de companhia para mim, ajuda-me a aliviar as tensões” disse-me ela, “as pessoas vêm aqui à espera que eu faça coisas extraordinárias e por vezes é preciso dar-lhes tempo, ou, como agora é preciso fazer com que elas se sintam bem quando saírem daqui.”
Ela gesticulou e mexeu uma mão e ouviu-se um leve tinido, um abafado telintar de campainha, só depois de reparar com atenção notei que havia uma sediela bem esticada, por ventura outras haveriam nas duas divisões, estava tudo bem planeado, porque num abrir e fechar de olhos, apareceu na sala um vulto negro seria um homem a quem ela pediu café para os dois.
Eu estava deslumbrado com a Ilusionista que estava sentada à minha frente e ia abrindo e fechando as pernas, aquele movimento de coxas não permitia ver muito mas deixava-me hipnotizado, aquele era um corpo que valia a pena explorar. O vulto voltou com duas canecas de café, deu uma a cada um e retirou-se, ela deu logo um gole no dela, e queixou-se que se tinha esquecido do tabaco. Eu não me fiz rogado e ofereci logo um do meu maço francês.
A Bruxa não se fez rogada, acendeu o cigarro numa vela que estava à mão e no fim de um grande trago, abanou a cabeça em sinal de satisfação. A muito custo resisti à tentação de fumar. Não queria perder pitada daquele momento, principalmente agora que ela andava pela sala de um lado para outro, bebericava o café, travava uma passa, e abanava-se toda. Fui bebendo a minha mistela, estava morna e adocicada, era agradável.
Os meus olhos seguiam-na para todo o lado, então quando ela estava de costas e o rabo abanava, eu era capaz de jurar que dava para ver as buchechinhas do cu a saltar, uma delicia, então quando ela se esticou toda para espreitar por um janelinho para a sala onde tinham ficado as duas putas, eu fui ao delírio. Aquele par de albas pernas esquias levemente entreabertas, um insinuante abanar das pregas da saiazinha, e aquela camisola justa que lhe estreitava a cinta e alargava na caixa torácica, estavam a enfeitiçar-me.
Ela rodou rapidamente e caiu-me tudo, além de me ter apanhado perdido a apreciar aquele corpo de estátua, aquele movimento fez-lhe subir a saia e por instantes aquelas pernas pareceram não ter fim. Ainda mal refeito da surpresa, a feiticeira agarra na vassoura de bruxa, aponta-ma bruscamente. Apanhei um susto do caralho, mas refiz-me logo, porque ela quase a rir-se pedui-me que lhe chegasse um galheteiro de azeite que estava atrás de mim.
Quando me virei, vi a Mágica fazer magia, enquanto debaixo da saia e pelo meio das pernas arrancava com uma só mão as cuecas brancas. assim que se livrou delas estendeu-me a mão e eu dei-lhe o galheteiro. Sentou-se na mesma na minha frente, agora bem mais vontade que anteriormente, não lhe via os segredos que escondia por baixo da saia, mas já estava mais perto de os conhecer. Contudo também me sentia apreensivo com o que ela fazia, enquanto untava bem untado o reluzente cabo da vassoura com azeite.
Agora dava para perceber que o pau grosso tinha uma forma curiosa, era redondo na ponta e sulcado um pouco mais abaixo, quando a Bruxa se cansou de encantar o pau, deixou-se escorregar lentamente na cadeira à medida que ia abrindo as pernas. Tive então o meu premio quando lhe comecei a ver a pita, um pequeno triangulo de pelinhos raros e claros, a abertura de pernas era pequena, não se viam papos de cona mas via-se a racha claramente delineada, a sorrir, a boca do corpo levemente aberta com as beiças metidas lá dentro.
    A vidente não precisaria de muito para adivinhar o meu tesão, e a minha vontade de foder, mas ia brincando com o cabo da vassoura, quando num repente espeta com ele, sem dó nem piedade, pela cona adentro.
   

098 Boa comó milho!


Num instante, passei do tesão ao embaraço e logo a seguir ao medo, nem a cara de satisfação da Pita me animava. A Bruxa continuava com as mãos em cima dela, a apalpar por todo lado do rabo ao pito, e por ai a cima até às têtas, e aos mamilos que de tantos apertos e chupões estavam grossos, tesudos, e de uma cor rosada como eu nunca tinha visto tal. Com certeza a Vidente teria adivinhado que eu tinha fodido a Aleivosa antes de ali chegar-mos, e a vergonha deveria ver-se na minha cara porque ela não parava de olhar para mim. Com a grande desvantagem de por mais que eu olhasse para ela não lhe via sequer a verruga de bruxa na ponta do nariz.
Tremi de terror quando a Feiticeira voltou a enfiar os dedos pela cona toda melada da Prenha acima, se fosse para lhe fazer o desmanche ela não chupava os dedos sempre que os tirava lá de dentro, ainda por cima aquilo devia saber a esporra, à minha esporra!
Nisto sem dizer nada ela deu duas palmadinhas na coxa da cliente, e sem dizer nada, só com gestos deu a entender que se vestisse. Acabou-se o espectáculo.
A Bruxa apagou o candeeiro, e levantou-se. Voltou a semi-obscuridade. Voltaram os murmúrios, as rezas. Pelo barulho, dava a entender que a maga andava a mexer na lareira a atiçar o lume. Nisto houve fumo no ar e um aroma intenso inundou a divisão. Talvez alecrim, talvez incenso ou algo do gênero, como aquela coisa se usa no sábado aleluia, aprecia um cheiro desse tipo, mas bem forte. As rezas e as mezinhas continuavam atrás de nós, e a minha cabeça não parecia estar a reagir muito bem àquilo, sentia-me a ficar zonzo, orado, ou algo assim. Estava mesmo a ficar com uma grande moca.
Sem contar, senti as mãos da Benzedeira nos meus ombros, tremi de susto, e ela passou as mãos pela minha boca. Era para ficar calado, e fiquei. Puxou-me para cima, era para me levantar, levantei-me. Agarrou-me nos braços e eu fiz exatamente como ela queria, segui até uma porta que eu não tinha visto por estar por trás de uma cortina. Tudo feito pela calada, com as duas putas a ficarem ali meias perdidas, por certo nem se aperceberam que saímos da sala.
Quando entramos na outra divisão, ela acendeu a luz e fez sinal para que eu me sentasse num pequeno divã, aos poucos a minha cabeça parecia estar a recuperar a consciência, e vi a Macumbante a ligar um rádio de fitas, que pelo que percebi fazia com que os murmúrios e as rezas voltassem a ecoar pelo consultório da Diaba Negra.
Há medida que as tonturas iam desaparecendo e eu ia tomando consciência, comecei a ficar com medo do que a Bruxa me podia fazer. A Feiticeira deve ter percebido isso, e foi falando para me sossegar. Fiquei ainda mais confuso. Ainda não conseguia assimilar aquilo direito, mas a voz da mulher não era a mesma… de onde antes saia uma voz rouca e cavernosa eu agora ouvia uma voz límpida e meiga. Dizia-me que as duas senhoras estavam bem e que depois do defumadouro de ganza iam ficar a sentir-se muito melhor..., que só iam ficar um pouco pedradas.
Algo estava errado, concentrei-me no rosto da velha, agora a luz era boa e eu podia ver à vontade. Ela parecia agradada com a minha surpresa, e sem tirar os olhos de mim foi tirando o lenço preto que trazia preso à cabeça. Quando terminou sacudiu os longos cabelos claros e esboçou largo um sorriso de orelha a orelha.
A Puta não era uma velha, era nova… ainda tentei dizer alguma coisa mas fiquei sem fala. A Adivinha adivinhou, não fosse ela uma Adivihadora, e perguntou-me se eu estava à espera de encontrar ali uma velha caquética de pele enrugada pelo na benta e com uma verruga na ponta do nariz. Abanei a cabeça em sinal de concordância.
Estava completamente mudo não me saía uma única palavra da boca. E mais espantado fiquei enquanto ela se livrava da longa capa negra que a cobria e deixava à vista um volume de seios que embora não fosse muito grande, estava bem pronunciado por uma camisola preta bem justa a esculpir o corpo magro. Se isto me deixava animado ainda mais fiquei quando pus a vista em cima da parte de baixo. Nunca tinha visto nada assim ao vivo, só na televisão e em revistas. Ela usava uma saia preta (era tudo negro) de pregas pequeníssima, um bom bocado acima do joelho, e umas coxas que embora não fossem muito grossas eram branquinhas e lisinhas.
A Maga era magra e toda boa comó o milho!

097 Xuxa Bruxa, Xuxa!


A casa da bruxa era terrea, não seria grande, talvez fosse caiada mas àquela hora e com aquela luz… todos os gatos são pardos, estava rodeada de um jardim ou de uma horta, ou de uma mistela das duas, ficava no meio da povoação mas não havia outras casas perto. Tinha um muro baixo da parte da frente, mas não tinha portão, ou por ventura estaria aberto, e foi ali que o taxi parou, e lá fomos por um carreiro de terra fora, os três em filinha a minha mãe na frente, eu atrás, e no meio a pouco virtuosa pita.
    O medo do desconhecido enregelava-me os ossos, nunca senti tanto frio na vida, era noite escura, foram poucos os metros que percorremos sombriamente em direcção à luz da porta, mas pareceu um quilometro. Esperamos uma eternidade, mas pode ter sido apenas um instante. Finalmente mais medo, ou seria mesmo terror, a luz apagou-se, a porta abrui-se, ouviram-se umas boas noites cavernosas e entramos aos tropeções, eu falhei o degrau e quase me estantelava no chão.
    A sala estava envolta numa profunda penumbra, a pouca luz provinha de umas quantas velas espalhadas, e na lareira brilhavam algumas brasas, a velha era boa na adivinhação, já tinha três cadeiras prontas à certa para nós. Não me lembro de nos ter sido indicado mas sentamo-nos, e esperamos.
A vidente andava para trás e para a frente atrás de nós, não via-mos o que fazia, nenhum se atreveu a virar a cabeça, aquilo até parecia mais sério que estar na missa, se a galinha não rezava parecia, ouvia-se um murmurinho constante, que até fazia arrepiar a espinha.
Quando a aquele vulto coberto de negro dos pés à cabeça passou para a nossa frente, apercebi-me de algo que me surpreendeu, a mesa que estava na nossa frente não era redonda com pé de galo, era uma secretária grande como as dos médicos, e sem nada em cima. Ela sentou-se, acendeu um candeeiro com a lampada exposta atrás dela que lhe encobria o rosto, podiamos estar a olhar para uma caveira que não dávamos por ela. Era um cenário bem montado.
A necromante começou a falar, tinha uma voz rouca e compassada, a minha mãe foi respondendo e disse ao que vinha-mos, dava para perceber na voz que devia estar borrada de medo. Quando a minha mãezinha se calou, a adivinha apontou para a pita e vaticinou “com que então andaste a pôr os cornos ao teu marido” foi como uma faca que se espetou no meu peito, a bruxa adivinhava, a pita ainda tentou dizer qualquer coisa, mas as palavras não saíram e ela continuou a desvendar “com o manso longe, meteste outro homem na cama, para te consolar a cona, e está aí o resultado”. A pita de cabeça começou a chorar e a soluçar compulsivamente, a minha mãe foi em seu auxilio, e ouviu de uma um cento.
A macumbeira com voz autoritária disse à aleivosa que se comportasse, o que está feito, está feito, agora era preciso ver se se consegue resolver, e para isso disse que lhe tinha de ver o corpo, e com um, “não tens vergonha pois não?”, mandou-a tirar a roupa toda. Ela saltou da cadeira num pulo e nem exitou começou logo pela saia.
A bruxa abeirou-se dela e começou a olhar para ela, até parecia um homem a tirar as medidas a uma garina bem feita, na verdade ela é um molherão e peras. Perante aquele espectáculo a minha mente cabeça passou num instante do medo, ao tesão, a Pita ali assim nuinha, com a mejera a passar-lhe as mãos pelo corpo todo, de baixo para cima das ancas às coxas, de fora para dentro, puxou-lhe pelos pintelhos, acariciou o ventre, e subiu às têtas, apalpou bem uma a uma, e até assobiou quando chegou aos mamilos, deve ter gostado tanto que até chupou longamente um deles, nem admira eles assim tesos ficam quase tão grandes com chupetas. Eu já sentia a piça a babar-se. A aleivosa tremia toda, e não seria de frio. A feiticeira continuou, voltou à barriga e demorou-se com a mão lá quieta e concentrada como se estivesse a sentir o interior do útero.
Quando terminou, foi descendo com a mão outra vez em direção ao vale da perdição, passou pelos pintelhos, pôs as mãos no meio das pernas e a puta fez-lhe a vontade arqueou as pernas e ela espetou dois dedos juntos pelo pito da cadela acima. Esfregou e coçou um pouco a vulva e quando tirou a mão, cheirou os dedos, levou-os à boca, chupou-os, xuxou-os, e enquanto os saboreava pôs-se a olhar de lado para mim.

096 Vidros do carro embaciados, a primeira vez de muitas.

Naquela noite passamos muito tempo dentro do carro. Naqueles primeiros minutos o rádio tinha-me consumido a paciência, o som da onda ia e vinha a cacofonia dos parodiantes e dos discos pedidos e ia alternado com um qualquer tagarela galego, e vinha e ia e perdia-se e outra vez… e desliguei aquela porcaria. O silencio e a escuridão apoderaram-se de nós.
Acabei por me estender no banco de trás e deitar a cabeça nas pernas da Pita (a puta aleivosa). Para me entreter fui passando a mão, aqui e ali, nos cabelos, na cara, a zorrar pelo busto, meio distraído, meio a ver se colava, a afagar-lhe a barriga das pernas. A minha querida mãezinha depois de se ter entalado toda a fumar um daqueles cigarros espanhois, ficou de bufos, sentou-se no banco do pendura amuada e lá estava, quietinha, caladinha, e seguramente com uma valente moca do caralho.
Quem não arrisca não petisca, e eu ia petiscando, ela estava quietinha e caladinha e eu, de mansinho levantei-me e fui apalpando, o peito por fora, o tecido da saia, quero dizer as coxas. E como ela nem sequer fazia um gesto para me demover, e a minha querida mãezinha parecia estar mais para lá do que para cá… eu fui aproveitando.
Blusa adentro a minha mão foi sentindo a pele quente e macia do ventre, fui acariciando como quem procura sentir o que está a nascer dentro do útero. Se alguma coisa lá está a crescer, ainda não se sente. Mas isto eram só fitas minhas, carinhos interesseiros, eu queria chegar mais acima, e cheguei, comecei por sentir as generosas copas do soutien, o cetim macio a sustentar o peso daqueles fecundos melões, o seu formato redondíssimo afunilando até à renda por cima dos seios. À vez fui fazendo umas festinhas aos mamilos, e mesmo por cima do pára-mamas fui sentindo-os ficar duros. Era o tesão dela a crescer, tal como o meu crescia, a piça tesa a pressionar a barguilha das calças e a pedir desesperadamente que a aliviassem.
No banco da frente a minha mãe não dormia, ia-se mexendo, devia estar meia pedrada, e com a cabeça a ferver. Contudo, por incrível que pareça, a única ideia que me vinha à cabeça naquele momento é que ela devia era estar ali no banco de trás porque eu ainda tinha uma mão livre, e comigo no meio das duas podíamos fazer um forrobodó do caralhete.  
Os bicos das mamas estavam bem, bem, tesos, e quando meti a mão pelo amparo de renda adentro e lhes toquei… a mula até parecia que tinha apanhado um choque. Tremeu toda e encostou-se a mim, eu parei e retirei a mão. Não podiamos falar, nem sequer gemer, para não chamar à atenção, não dava bem para perceber como ela estava, se tinha ficado zangada, ou furiosa, ou se pelo contrário tinha gostado e aquilo era tesão puro. Mas não foi preciso esperar muito para perceber, porque ela levou as mãos ao peito, e quando dei por mim ela tinha-me agarrado pelo cachaço e eu já estava com as beiças a tocar numa daquelas chupetas. A vaca tinha aberto a blusa e tirado uma têta para fora. Como eu não me decidia a fazer nada ela foi-me abanando a cabeça enquanto a minha cara zurrava na mama, até que eu percebi o que ela queria, abri a boca, tentei segurar na mama mas ela não deixou, comecei a mamar, e ela vaca prenha diz-me baixinho ao ouvido “já estou a treinar”. Foi uma delicia chupar aquele ubre.
Agora a minha querida mãezinha parecia-me mais um estorvilho que nunca, se ela não estivesse ali eu montava logo na puta. É certo que não sei bem como, ali naquele espaço pequeno no banco de trás do taxi, até parece difícil, mas quando for preciso hei-de conseguir. Agora, só devagarinho e de mansinho, mesmo depois da queridinha ter soltado dois valentes roncos no banco da frente. Cautelas, e medo porque podiam acontecer muitas coisas, até chegar o taxista, e com a bruxa e tudo.
Mas eu estava cheiinho de tesão, muito, e grande, a piroca molhar-me as cuecas, e os colhões precisarem de ser aliviados, por isso continuei, resistindo à tentação de levar a mão à piroca, para a ter no ponto quando fosse necessário ela entrar em ação, ou seja, enterrar-se em ação.
Enquanto me deliciava a mamar, por instinto procurei as coxas dela, chequei aos joelhos e tentei meter a mão pelas pernas acima. O que me pareceu complicado, foi logo simplificado pela Pita que se deixou escorregar na napa do banco, fez a saia subir, e a minha mão foi encontrando caminho livre pelas coxas nuas acima, até chegar à esgalha. Com mais um abanãozinho ela abriu as pernas e deixou-me o caminho livre até ao vale da perdição.
Ali perdidos, no meio de uma terra desconhecida, num caminho esquecido, enfiados os três num taxi bafiento, que cheirava que tresandava a kentukys mata-ratos, esperavamos na fila invisível do matadouro, para ir à bruxa, era noite fria, ou frio seria o nosso medo que cobria-mos com as brincadeiras, quem sabe o mesmo genero de brincadeiras que levaram a pita a dar o pito, que valeram ao marido um grande par de cornos que andam agora a passear pela Fança, que podem valer à mulher uma barriga inchada que ela não quer, para não parir um bastardo no legitimo.
Ali perdido, algures no meio do viçoso mato de Saint Peter de la Buraca, eu procurava pela cova da perdição na grande mata negra, escura como a noite, que eu não via, apenas sentia. Sentia, apalpava, tocava, com a mão toda, pelos pintelhos fora, com os dedos pela gruta encharcada a dentro. Ela arfava baixinho eu suava frio, se a mãezinha acordasse era uma sova pegada na certa. Ela remexia-se toda, e eu sentia-lhe o tesão à flor da pele.
Saquei da arma, e só me apetecia disparar, o cano estava mais que pronto, direito e oleado, os colhões cheios de leite e prontos a despejar, e num momento de desespero, sentei-a no meu colo, ela pareceu saber faze-lo bem melhor que eu, e com a preciosa ajuda dela espetei-me cona adentro. Ao puxar pela cadela..., ela desequilibrou-se, e para se apoiar meteu a mão ao vidro embaciado da porta do carro... Num reflexo, eu vejo do lado de fora o cabrão do taxista a espreitar. Ainda agora me consigo lembrar daqueles olhos negros de tarado, estarrecidos a tentar vislumbrar aquilo que daria para ver das tetas da puta, ou lá o que quer que se visse, e aquele sorrisinho escondido por um bigode rafeiro, que parecia rir-se para mim enquanto o meu sêmen se ejaculava para o fundo da vagina da aleivosa....

095 Grande foda, ou quase.


Finalmente chegamos a Saint Peter de La Buraca, como oficialmente anunciou o taxista, para mais uma vez tentar quebrar o gelo, ele que até tinha passado a viagem a contar anedotas, tentando de balde animar as coroas, mas foi tudo em vão, só eu e ele é que nos riamos, até parecia que elas as duas iam a caminho do próprio funeral.
De buraco aquela terra tem pouco, é tudo só montes, e muito decrépitos, depois de dar umas voltas e de termos passado mais que uma vez pela mina, o chofer parou o carro num caminho escuro ali perto, e disse que agora tínhamos de esperar ali pela nossa vez. Eu não estava a perceber, e elas também não, a minha mãe abriu então a boca a primeira vez desde o inicio da viagem, ela pensava que era chegar ali e ir direto à bruxa. Foi então que ele explicou como tudo funcionava, havia mais pessoas a precisar dos serviços da dita senhora, e a espera poderia durar muitas horas “qui ça até a noite e a madrugada toda!”, e que para não dar muito nas vistas os carros de praça aguardavam naquele caminho. Foi então que ele ligou outra vez os faróis, fez piscar os máximos, e nós vimos mais ao longe outro carro à espera.
Eventualmente naquele caminho haviam alguns outros taxis, mas havia ainda de contar com pessoas que saiam daquele esquema e iam ter diretas a casa da feiticeira, contudo todos iam ter de esperar pela sua vez. A minha mãe rata velha, apressou-se logo a tentar dar a volta à situação. Em menos de nada tinha saído do carro e estava sentada no banco da frente ao lado do motorista. A luz que vinha do tecto era pouco, mas deu logo para ver que o busto dela estava quase ao léu, as mamas dela estavam quase, quase a saltar fora, numa das têtas até dava para distinguir as bordas (que ali assim pareciam castanhas) de uma das aureolas. O cabrão comeu-a logo com os olhos, só não meteu a mão, porque a vaca, com um gesto a imitar o gentil lha agarrou, e com voz meiga lhe foi pedindo se por ventura não haveria forma de apressar tudo aquilo.
Ele já ia a responder pela segunda vez que não, quando sem contarmos fomos encadeados por umas luzes muito fortes, a pita estremeceu toda e agarrou-me a mão, até eu fiquei acagaçado. A viatura que nos encandeava foi vindo devagarinho, até que parou quase ao nosso lado, eram os cucos. O taxista, saiu do carro, atirou o cigarro para a valeta e dirijiu-se ao jipe da da guarda.
Eu encavalitei-me na Pita para poder ver melhor, e ouvi quando um dos agentes lhe perguntou, se agora ele também trazia, putas e chulos à bruxa, o que era uma clara alusão à figura de kenga que a minha mãe estava a fazer na montra do carro. Fiquei cego, senti-me mal, num misto de raiva, frustração, e impotência. Quando percebi a realidade, a bófia ali, e nós ali naquela rua deserta, e naquelas andanças, a primeira ideia que me veio à cabeça foi que íamos todos presos. Grande foda em São Pedro da Cova, estávamos todos fodidos.  
Naquele instante apetecia-me ter fugido dali de qualquer maneira, voltar embora para a minha rica terrinha a pé se necessário fosse. Passou-me tudo pela cabeça, dede a primeira vez em que montei a aleivosa, até ao facto de estarmos ali porque ela meteu os cornos ao corno marido, e ficou prenha não se sabe bem de quem… Contudo acordei da minha fúria, para me rever noutra, a autoridade já se tinha ido embora. Tinham vindo ali… bem como dizer isto… cobrar, ou melhor, o cabrão do taxista deu-lhe, untou-lhes as mãos com quinhentos paus, ai o meu rico D. João II que ainda estalava. Pelos vistos era assim que funcionava.
Ai se o corno que anda lá pela França a comer o pão que o diabo amassou, soubesse como é que a cadela da esposa anda por aí a desbaratar os francos...
Aquilo era demais para mim, saí para apanhar ar e encostei-me ao carro a acender um cigarro, quando puxei o fumo, tive de me conter para não tossir. Tinha pegado num Gauloises. O taxista com mais faro que um cão velho veio logo atrás cravar-me “um desses”, teve azar o filho da puta, levou com um daqueles espanhois, uma zurrapa a saber a alcatrão, que se fodeu. Aquilo dá uma moca do caralho.  Nisto ele virou-se para mim e disse-me para ir com ele esperar para a tasca. “Comer umas sandes de presunto e beber uns verdinhos.” Eu disse que sim, mas gerou-se logo um sobressalto com as galdérias. As cadelas estavam atentas, e não queriam ficar ali sozinhas. E com razão, eu não podia deixar as duas cabras a pastar sozinhas, de noite, no meio de um monte qualquer, ainda por cima na terra da Bruxa.
Mal o chulo do motorista se afastou, a minha mãe apressou-se a sair do carro. Estava empachadinha para mijar, e mal se abaixou, ouvi logo o xixi a jorrar, eu estava a dois passos dela e não estivesse tão escuro, de onde eu estava poderia até estar a ver bem mais que o reflexo luzente da torrente de mijo que lhe saía de entre as pernas. A aleivosa também estava aflita, tanto que quando foi a sair do carro, se queixou, que com o cagaço de ali ter estado a policia tinha molhado as cuecas, ou até mais, penso eu. No fim de ter servido o corpo a vaca não foi em embaraços, e bem vi quando ela tirou as cuecas, usou-as para limpar o pito, e no fim atirou-as para o meio do mato.
Quando mija um português, mijam dois ou três, e por isso também eu fui dar algum trabalho à minha piça.

094 Reconhecidissimos Serviços Sexuais da Casa Amarela

Ele há cada puta mais maluca, e eu feito tolinho, só penso com a cabeça da gaita. E fodo tudo, ou melhor tudo, tudo não, porque no meio desta trapalhada toda, continua a minha namorada há esperinha que eu lhe salte à espinha e lhe tire o cabacinho, arrisco-me a um dia destes chegar lá e ela já ter entregado a virgindade a outro, ou que um cabrão qualquer lhe tenha tirado os três às três pancadas. Só de pensar até me arrepia os pelos da gaita. Mas outros valores se alevantam e por isso tenho de acompanhar a família nas suas necessidades.

Ora a pita, da puta da cunhada da prima da minha mãe, regressou finalmente do cativeiro, os pais lá soltaram a cabritinha, e no mesmo dia quiseram ir ao bruxo fazer o desmanche. Quando cheguei da escola mal me deram tempo de almoçar, obrigaram-me a vestir à pressa um fato completo com camisa, colete e jaqueta, e partimos os três à pressa para a paragem. Até parecia que estávamos a fugir de alguem. Fomos num autocarro até à vila, e lá depois apanhamos outro para a central, e aí apanhamos ainda outro. Sempre sem dizer palavra.

Chegamos a meio da tarde a Espinho, o dia estava bonito e cheirava a maresia, afinal é quase verão. Eu e a pita ficamos no parque à sombra enquanto a minha mãe foi pedir umas informações. Tudo muito misterioso, a pita de chinelas, quase toda vestida de preto, e de xaile pela cabeça quase parecia uma peixeira, a somar a este ar sinistro, não dizia uma palavra. Parecia que o gato lhe tinha comido a língua.

Quando a mãezinha regressou, disse que tínhamos de esperar, e eu pedi para irmos até à beira mar. Caminhamos algum tempo pela marginal junto à praia, e não fossem os motivos que nos traziam ali, e o ar de enterro das duas cadelas até podia ter sido um passeio agradável. Quando saímos dali tínhamos de ir em direção à estação dos comboios na rua 8, até pode ser facil para muito boa gente orientar-se naquelas ruas todas perpendiculares, mas para uns campónios como nós, demorou um bocado, ou melhor, até ajudou a passar o tempo, e a quebrar o gelo, até a pita já começou a dar um ar da sua graça.

Até já me tinha passado pela cabeça, mas nunca pensei que acontecesse, numa das ruas e à porta de uma Casa Amarela, estavam duas meninas, pouco recomendáveis, a botar fumo. Quando estávamos a passar por elas, botaram-se a nós, uma atacou as mulheres e a outra fez-se a mim. A minha mãe e a pita foram chingadas do piorio, era preciso conhecer o dicionario de palavrões da frente para trás e de trás para frente para recitar tanto e tão bem em tão pouco tempo. A outra, foi uma querida, abriu o grande casaco que trazia vestido, e por baixo nada. Estava nuinha, tal qual veio ao mundo. Ficou assim algum tempo a tentar convencer-me com palavras meigas a entrar com ela enquanto mostrava o material, duas grandes têtas, com aureolas e bicos a condizer, um ventre dilatado e no meio das volumosas coxas, uns papos de cona generosos com os pintelhos muito bem aparadinhos.

Aquilo ajudou a desfazer a tensão, e assim fomos mais animados, com elas a falar mal do bordel, das mulheres da vida, porque dizer outros nomes é feio, a maldizer de quem recorre aos seus serviços, mal sabendo que muitos homens da região, e muito provavelmente até os maridos delas recorrem com bastante assiduidade aos reconhecidissimos serviços sexuais da Casa Amarela, as Putas da Maria Alice de Espinho, para fazerem com as rameiras aquilo que as suas castas mulheres não lhes dão em casa, mas que provavelmente nem se importam de experimentar com um vizinho qualquer, ou até com o carteiro. Mas andemos porque se não, nem à estação cheguemos.

Entramos numa pastelaria fina ao lado da estação e a minha mãe encomendou um lanche a condizer, bolos e galões para todos, porque ela estava uma mãos largas. Antes de sairmos foram as duas para a casa de banho, que é mesmo coisa de mulheres, irem juntas fazer um chichi. Quando regressaram, a pita já trazia a cabeça destapada e o xaile vinha nos ombros.

Eu já estava todo contente a pensar que me ia estrear a andar de comboio, quando e mãezinha me diz que tem de ir falar com o senhor do taxi. Nisto deixou escorregar para os braços o xaile até deixar à mostra os ombros nus, e ficou à vista o decote bem aberto com o grande volume dos peitos bem à mostra, e as mamas bem subidas quase a saltar fora. Tivesse andado assim umas ruas antes, e as meretrizes não tinham gozado com com ela.

Ficamos a observar ao longe, enquanto ela fazia perguntas primeiro a um taxista e depois a outro. Deteve-se mais tempo na conversa com o segundo, e ia-se insinuando, chegou mesmo a alçar a perna para cima da roda do carro de praça, deixando descaradamente à mostra um bom bocado de coxa grossa. O que despertou bastantes olhares curiosos de quem passava. Nisto o chófer foi para a junto do poste com a caixa verde e preta com o telefone, e com o auscultador na mão ia falando, enquanto a vádia o ia rondado, perante o olhar atento de uns quantos mirones, e motoristas de carros de aluguer, de olhos em bico, e por certo, piça em riste.

Demoraram ali bastante tempo e deu ideia de que ele fez diversas chamadas. Quando a senhorinha regressou, já trazia o xaile a cobrir as vergonhas, e com a cara de caso que trazia bem podia passar por ser mais uma beata a caminho da missa das sete.

«Não podemos ir ao bruxo de Fafe, ele já está com marcações para muito tempo. Como estamos com urgência, o senhor conseguiu para hoje na bruxa de São Pedro da Cova. Diz quem sabe que tem muita fama, e que é muito bem recomendada para estas situações de desmanche… São cinco contos, e tive de pagar adiantado, mas, só para o taxi! Quanto é que ela leva? Não sei, mas o que se quer é que dê certo. Ele agora vai jantar, e saímos daqui a uma hora e meia.»